Tuesday, December 14, 2010

para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltar para nunca mais voltares para nunca mais voltares para nunca mais voltares para nunca mais voltares para nunca mais voltar para nunca mais voltares
voltas sempre voltas sempre voltas sempre voltas sempre voltas sempre voltas sempre volto sempre volto sempre volto sempre volto sempre volto sempre volto sempre volto sempre nunca voltas volto sempre nunca voltas nunca ficaste nunca voltas nunca ficaste nunca ficaste nunca ficaste nunca entraste nunca voltas nunca voltas nunca entraste nunca voltas nunca entraste nunca entraste nunca entraste nunca entraste volto sempre nunca voltas volto sempre volto sempre volto sempre volto sempre volto sempre nunca entraste nunca foste nunca entraste nunca foste nunca entraste nunca foste nunca entraste nunca foste nunca foste nunca foste nunca fomos nunca fomos nunca fomos nunca fomos nunca fomos nunca fomos nunca fomos nunca fomos nunca entraste nunca ficaste nunca ficaste nunca saiste nunca fomos nunca voltas e eu volto sempre para nunca mais voltar para nunca mais voltares e eu volto sempre

Thursday, December 09, 2010

estou a trepar, apagar

Para nunca mais te ver


avenida melancólica, de uma melancolia insuportavelmente pesada.

Valia a pena ter ido para nunca mais te ver.

a avenida melancólica, que agora atravesso todos os dias,
a melancolia tão insuportavelmente pesada que me arrasta e que me faz arrastar-me no fim de cada dia,
a desconexão de quem não dorme há dias e de quem já se esqueceu do que é ser.

Quem, eu?

não me tivesse habituado a estar de rastos de viver. Não me reconheço no que sou... já nem sou.
E não sei quem és, quem foste
fui só eu que fui o que foste?

devia ter-te apagado. Estranho-te em ti, em mim, nos outros e no mundo à nossa volta.

Podes ficar com tudo o que me tiraste aí em baixo, que não tenho tempo para apanhar os restos.
olá

Tuesday, October 05, 2010

Não quero ir para a cama porque encontrei os melhores cinco segundos de música da minha vida, sendo três deles os melhores de sempre, do mundo, e tenho medo de acordar amanhã e tê-los perdido para sempre. Vivem na efeméride da internet e não há como trazê-los para a vida real, o que ainda os torna, na verdade, mais místicos.
Estou a ficar com sono mas não quero parar de fazer o clique para uma nova repetição... Não quero perdê-los mesmo não me pertencendo, mas não quero, por outro lado, que percam tudo o que envolve não serem de ninguém, e serem de toda a gente, existirem neste momento, como poderem no seguinte desaparecer para sempre... Assim, nada mais justo do que provar que foram, para mim, reais, aqui, onde nada se prova, e onde tudo de mim pode ser nada de mim, e mais palavras sem rosto, com mil rostos, são lançadas à mesma efeméride da genialidade daqueles segundos de música. Que se encontrem lá, numa pureza virtual, de ironias irreconhecidas que as torna puras como nós não somos.
Até amanhã, acabou a música.
É uma boa música, só não digo genial porque coloca a si própria uma fasquia demasiado alta ao começar com aquilo que é hoje, aqui, e agora, o sentido do mundo.

Friday, August 27, 2010

Nós, as pessoas, e as coisas à nossa volta. Aqueles reflexos na água, dos nossos risos, e a cor deles no luar. Os reflexos da água são tanto como somos, que o real é tão surreal que já não interessa mais do que parece... Que já não interessa pensá-lo, tentar tocar-lhe e explicá-lo, por não ser mais do que um ténue roçar, um limbo, um pairar frágil... Não lhe quero tocar, que não o quero perder...
Quero falar para sempre, na metáfora do que o diálogo pode ser, e descobrir como se abre a porta que o torna possível neste real sujo e cinzento, que se mede e define e em que se toca, sem se sentir nada e sem que se parta.
Quero falar para sempre contigo, e com essas pessoas como tu, que andam aqui como quem anda ali... Ou que são dali e aprenderam que o aqui não existe. Dá-me a mão e ajuda-me a saltar para onde o aqui já está com os nossos risos no reflexo do rio, na luz do luar.
Tu és daí e o mundo é todo teu sem teres que ter nada mais do que esse poder verdadeiro de quereres ser de todo o lado e de toda a gente, sem te prenderes a lado nenhum e a nenhuma pessoa de qualquer outra forma que não a de existires nessa tua natureza, num sítio certo, num momento certo.
E dás-te quando és livremente inalcançável.

Wednesday, July 14, 2010

Deve ser este o ponto de partida do fim

Escrever já não vai servir de nada, pintar já não vai servir de nada, correr já não vai servir de nada, gritar já não vai servir de nada. Não vai haver mais refúgios, mais capas, mas camadas, mais sal e mais pimenta. Vamos ter de engolir em seco, de mastigar a cru, de sentir a dor cuja intensidade não muda com mais os menos pressão na ferida.
Não vai haver mais refúgios e depois disso não deve haver mais nada.

Friday, July 09, 2010

Hoje não acho ridículo sentir a necessidade do outro numa espécie de esperança de salvação, no paradoxo de que uma dependência será libertadora.
Não é que não lhe quisesse bem.
Queria-lhe, até, muito bem... Todo o bem do mundo.
Só que não deixava de sentir um nó na garganta quando a via ter momentos de única felicidade ou o que quer que fosse de bom, em que não tinha estado presente... Sabendo que provavelmente não voltaria a estar.

Thursday, July 08, 2010

fugir!

Dá a fuga dá.
Atravessa a rua, que seja, e vais ver se não podias correr até ser de dia sem teres fugido de NADINHA. mata o bicho, corre como quem corre pela vida! que é como quem corre só por correr. corre a corrida e vais ver!

Bem-vindos aqui.

Bem-vindos aqui.
Apresento-vos um não-lugar. Um espaço tão cheio de tanta gente, e tão assustadoramente solitário e de solitários...
Bem-vindos aqui.
Apresento-vos a descoberta de que a índole da globalização dos lugares fez com que já só existissem não-lugares.
Apresento-vos a solidão.
Uma solidão que não é a daqueles que foram deixados, ficando de fora daquilo que lhes sustentava o sentido de ser. Apresento-vos a solidão daqueles que se aperceberam que nunca terão oportunidade de serem deixados, por lhes ser inevitável a impossibilidade de alguma vez pertencerem a coisa alguma.
Bem-vindos aqui.
Aqui podem pertencer, finalmente.
Apresento-vos o lugar daqueles que não pertecem a lado nenhum.
Bem-vindos aqui, ao lugar dos desistentes que na esperança de que o vazio de cada um deles se junte ao vazio do outro e crie um buraco negro, continuam diariamente a sua rotina solitária, não vendo nunca no outro a esperança da relação, mas sempre, na inevitável manipulação que os construiu como são, a profunda imutabilidade da perda do sentido do ser.
Aqui é aqui, e aí, e ali, e em todo o lado onde estou.
Apresento-vos o eu que não pertence a lado nenhum.
A fraude, o eu e o nós que deambula pela vida assente numa estrutura tão vazia que quase já nem doi.
Queria chorar e não sabia porquê.


Era a sensação de não pertencer a lugar nenhum sem nenhum motivo em especial. Porque os motivos especiais indicam que se pertence a alguma coisa.

Sunday, July 04, 2010

Sunday, June 27, 2010

A noite, no seu máximo poder libertador, que não vou contar os sonhos, está a uma janela de distância.
Acho que devíamos sair esta noite, mas não ir sair.
Devíamos sair e passear pelos caminhos que se descolam das identidades que o dia lhes dá... Devíamos ir ver o reflexo das estrelas nos rios, porque não interessa que seja uma coisa foleira, se é uma coisa bonita. Também nos devíamos deitar num jardim público, que não ia ter ninguém, e falar e chorar mágoas, e rir, e escrever isso tudo nas paredes, que na manhã seguinte iriam, com uma réstia de esperança não-utópica, fazer, pelo menos, desviar os olhos dos corpos rotineiros que ficam em casa todas as noite.

A uma janela de distância está a brisa com que quero ir ser. Está uma coisa qualquer sem fronteiras que é esquematizada e limitada pelos convencionalismos que o dia-a-dia lhe impõe... Está a oportunidade de experimentar a liberdade, que até podemos ir nus... Está a oportunidade de esperar que alguém recolha vestigios de nós, e que saia nu numa noite seguinte, para que alguém, um dia, saia nu de manhã.

Thursday, June 24, 2010

Ai ai AAAAAI

Coisas do fundo do baú

Antes eu andava por mim.
E era, por mim.
E fazia sentido sem sentir a falta de nada.

Um dia deste-me a mão e agora só me encontro quando me perco em ti. Queria voltar a ser por mim... O pior é que é difícil que faça sentido quando a falta da tua mão não me deixa ser quem era.

Monday, June 14, 2010

Olá a ti, e a ti, e a ti também. Boa camisa, onde compraste? Olá, incomoda-o conversar com uma pessoa qualquer? Não? Ponha-se à vontade então...
Vá lá, todos sabemos que o hábito faz o monge.
E os hábitos criam-se, ou recriam-se... Não sei bem.
Não se trata de chatearmos toda a gente e de viver numa anarquia de invasão de privacidade. Não se trata de pararmos o trânsito ou de pararmos uma pessoa que vai a correr com a mochila aberta, com os livros quase a caírem. Trata-se de sermos mais família num sentido em que nos devia ser automática a possibilidade de comunicação pela simples partilha de um espaço. Trata-se de criarmos o hábito de nos apresentarmos sem termos de ser apresentados e de podermos dizer qualquer coisa para ouvir a voz da pessoa que se senta todos os dias ao nosso lado no autocarro... É quase triste que se estranhe um "meter conversa". Amanhã, quando for para a rua, vou falar com quem me apetecer, e experimentar uma relação directa com pessoas que que partilham um espaço comigo e com outros "eus" sem partilharem mais nada, porque aprenderam a tansportar um biombo de cada lado e a deixarem-se conformar por não empurrarem as portas entreabertas nas quais gostavam de entrar. Eu também sou assim, mas não quero ser mais, porque na verdade, gostava que me dissessem que tinha uma boa camisa só porque sim. E porque reparei que se o hábito fosse esse o monge era mais livre e mais feliz.

Thursday, June 10, 2010

de Nashville

Tinha sido um dia saturante. Mais um dia saturante...
No caminho de regresso pôs as mãos nos bolsos do casaco e deixou-se sentir.
Deixou-se guiar pela facilidade do sentir.
No caminho de regresso agradeceu por não ter levado carro.
Quase automaticamente as suas pernas conduziram-no para casa sem que a sua mente pensasse no caminho, e não se fala de direcções... fala-se, essencialmente, da infinidade que parece o repetir de um percurso rotineiro.
Não pensou também em sentir, porque sentir não é pensar, e sentiu.
Finalmente sentia a facilidade do sentir. Finalmente!
Sem reparar chegou, então, a casa. Mas não entrou...
Lançou-lhe um olhar suspirado e deixou que o ar que lhe encheu os pulmões de uma euforia do existir o levasse a qualquer lado... E assim descobriu que o vento na cara era a resposta ao sentido que tentava procurar no repetir dos seus dias saturantes e enfadonhos.

Wednesday, June 09, 2010

Altura de repetir textos por repetição de feelings

Quero essa bossa... Essa, de sensualidades sussuradas.. Tão groovy... Quase sambável. Dá-me essa bossa por favor. Tão de tanta gente e tão só nossa.
Tão grande.
Dá-ma que quero trocar de interior, enche-me daquele sorriso eufórico, que está em todo o lado. Ou lá o que é que está em todo o lado... Tu sabes... se inspirares muito de força também sentes. Está lá dentro.
Dá-me essa bossa que ela faz-me sentir que sim. Só assim.
Assim chega, vem, vamos curtir uma bossinha...

Uma bossinha que é o segredo das coisas.
A pedra apaixonou-se quando não estava à procura de amor. Apaixonou-se quando, na verdade, nem se sabia capaz de amar... e não acreditou que o seu coração não fosse também de pedra até ao dia em que ele se partiu sem deixar visíveis os destroços.

Tuesday, June 08, 2010

O miúdo que se apaixonou por uma miúda cujo olhar lhe dava a mão para depois o atirar para o chão de uma altura infinita

O miúdo nunca tinha pensado que gostar de alguém fosse assim.
Gostava tanto dela que lhe chegava a doer... Afinal, tinha um coração de miúdo, músculo em desenvoltura... Pode, no entanto, dizer-se, que era uma dor boa... a mesma que sentimos quando nos dão o empurrão que nos ajuda a fazer a espargata pela primeira vez... Nunca tínhamos sentido os tendões esticarem tanto, mas a verdade é que, sem sequer sabermos que era possível, ali os tínhamos, a deixarem para o trás o antigo máximo, que era já "o máximo"!
Ora, o miúdo nunca tinha pensado que os tendões do seu coração pudessem esticar tanto... De certeza que aquilo era "o amor", porque "a paixão" é só um alongamento fora da série, sem resultados a longo prazo na extensão dos músculos. Aquele era um bom sentimento estranho. Mas como sempre, nada dura para sempre.
Imagine-se agora, então, e esta história vai continuar a servir-se da metáfora realista do corpo humano, que os tendões são elásticos... Quanto mais esticamos um elástico, mais nos vai magoar a mão deixá-lo fugir, cortá-lo...
Os tendões do miúdo tinham aprendido a esticar tanto por amor que, por mistérios que só podem ser do amor, voltavam a esticar, de cada vez que ela os cortava com a frieza do seu olhar. Do seu coração chicoteado, voltavam a esticar, cada vez mais fracos, para serem novamente cortados.
Foi assim que o miúdo passou a alimentar-se de sofrimento, que é como quem diz "de amor". O que teria ela de especial para que o miúdo não conseguisse sobrepor-lhe a lembrança e a presença do estado do seu coração? Nas veias do miúdo correu sangue e depois lágrimas... Agora, são só a estrutura que limita o vazio que começa no buraco do seu coração.

Monday, June 07, 2010

o chapéu que é agora um abajour

A luz vai-se.

O chapéu tinha vestido as mais nobres cabeças da década passada. Tinha, aliás, feito mais nobres ainda as já nobres cabeças que vestira. O chapéu tinha sido realmente bom, e, consciente da sua faculdade de realmente bom, era um chapéu arrogante "por direito". No mínimo, pelo direito à liberdade de ser infeliz.
Parece impossível, agora, imaginá-lo brilhante a fazer brilhar, na sujidade inválida que carrega.
Do topo das cabeças que reflectem os flashes da ribalta doi muito cair para o canto do quarto, onde não há "sequer" o reflexo do sol.
Mais do que a sujidade e o orgulho ferido pela dispensa, o chapéu carrega agora a vergonha do abandono da figura que construira, pela procura da subsistência num rasgo fraco de luz, que absorve, de abas para baixo, como quem fuma um cigarro "light" para aguentar, sem nunca ficar plenamente satisfeito. Mais, sabendo que nunca voltará a fumar cigarro "normal".
O chapéu que fazia brilhar é agora um abajour, que se arrastou para um candeeiro partido e com pó, e que sobrevive da luz intermitente de uma lâmpada a avariar.

Friday, June 04, 2010

há aqui camadas que não se falam, não se cantam, não se gritam... não se explicam.

não me vêem, não sou.

Wednesday, June 02, 2010

AUTCH

Monday, May 31, 2010

Era uma vez um vazio... invisível por um visível sorriso.
Um sorriso de pano numa estrutura de vazio.

Como não vês que é de pano, de aparente realidade, a estrutura mantém-se. Se visses, enchias o vazio e era uma vez um visível sorriso verdadeiro numa estrutura invisível de nós.

Saturday, May 29, 2010

ainda que qualquer frase que use a palavra 'vida', 'viver', e familiares, esteja imadiatamente condenada ao fracasso pelo crime de piroseira.

não tenho outro vocabulário metafísico
querer, ter
ter, usar
usar, gastar
gastar, trair
trair, perder,
perder, querer
querer, não ter
não ter, viver

quero viver.


E reparem... Esta simples afirmação subsiste ciclicamente de acordo com o artigo acima referido. É autosuficiente, e é o que basta para valer como "porque" ao eterno "porquê", quando não quiserem procurar mais.

Sunday, May 23, 2010

Vou ter sempre um plano B quando a questão és tu.
Não sei se não vai doer nada de nada, mas o que importa é que é analgésico.
E neste caso fica sabendo: um analgésico de TESÃO.
Por isso vê lá... Vê lá se não abusas.
Pelo menos para breve, enquanto está no prazo.
É quase aliciante que pises o risco.

Thursday, May 20, 2010

bem me queria parecer...

Monday, May 17, 2010

Começo a sentir-me afastada do todo que devia ser.
Sinto-me partes de mim, partes de mim que nem são minhas.
Nada é meu.
Sou a colagem de partes de vários sítios e isso só cria identidade quando misturado, só cria identidade em interrelação.
Sou sempre as mesmas palavras e as mesmas expressões... Palavras e expressões que já ouvi noutros.
Sou a mesma forma automatizada de agir, agora, há pouco, antes disso. Sinto-me uma falta de autenticidade que escolhe acções em modo THE SIMS

Saturday, May 15, 2010

2ª a 6ª, 13:48 - 14:00, 2ª carruagem

Vemo-nos todos os dias.
Não nos falamos, não nos tocamos...
Sorrimos um para o outro, de vez em quando,
mas nunca quando nos vemos fora do contexto em que nos tornamos conhecidos.

É divertido, doze minutos para descobrir e reconhecer,
e assim conhecer. Ir conhecendo...
É divertido sermos conscientes dos nossos papeis, de observador e de observado,
e não nos preocuparmos em esconder essa consciência, sem nunca a denunciarmos.
Estamos expostos e sem vergonha, confortáveis com o silêncio,
saciados com o diálogo mudo não evidenciado.
É o que é e será sempre assim, até um dia em que mudemos de rotina.
Não se quer mais, mas não se quer menos.
Quer-se, assim.

E há tão mais a dizer, de uma coisa tão simples...
Afinal, partilhamos um metro e alimentamos a viagem na curiosidade e interesse que os outros não provocaram em nós. É estranho, mas simples.
Somos quase amigos.
Não há nada de psicopata ou psicótico na forma como sorrimos interiormente quando apanhamos aquele lugar... É realmente simples, ao ponto de ser difícil de explicar.
Quase amigos não... Conhecidos da alma. Parece que nos vemos, em essências.
Mas a simplicidade é impossível de exprimir... Passa as letras e as palavras, que envolvem um esforço e daí deixam de ser puras de simplicidade...
A nossa ligação não se explica com medo de se pisar, calcar, dar uma força ou ideia erradas... é como a ténue linha que separa as nossas rotinas... visitamo-la, sem nunca a pisar, e ela deixa-nos fazer parte da rotina do outro sem nos deixar entrar.

É simples por ser aceite na sua casualidade, sendo porém estranhada a sua falta.
Está e vive do e no quase toque, quase 'olá', quase abraço, quase riso, gozo partilhado... Está na ideia de tudo isso e na ideia de que nada disso seria igual se se perdesse o quase, mas mais uma vez, o quase é o tudo.

Um dia a rotina vai mudar e vai perder-se tudo, e assim o quase que é o tudo.
Mas não importa, é quase inevitável e não vamos atrás de nada, porque tudo sempre foi o que foi acontecendo, livre de qualquer esforço que não o caminhar mais apressado, meio inconsciente, que às vezes reparamos caminhar.
Quer dizer... não se vai perder tudo. Continuamos ligados pelo buraco da despedida não despedida que saberemos mútuo.

Monday, May 10, 2010

mil, duas mil...
cinco mil saudades de não apanhar o autocarro para casa para virmos a pé, a falar pelo caminho...
tive saudades de matar as saudades com uma conversas em que nos deitamos na relva, com chuva, mas de t-shirt e calções, e ainda assim sem frio...

Sunday, May 09, 2010

Um dia vou conseguir fazer arroz perfeito.
I'm done with epic fails.

Devo tratá-lo de forma diferente?
Dizem sempre que o mais simples é o mais eficaz... ainda assim, ou cola ao fundo, ou fica papa. E é só água e sal, sempre foi.

Thursday, May 06, 2010

Hoje é dia de narrativas e diálgos hipotéticos do intelecto antes de adormecer

Wednesday, April 28, 2010

Aqui e agora é o que é. E é que é.

Aqui e agora não preciso de mais nada. Era só abrir a porta e sair, e ir, sempre. As perspectivas e expectativas de tudo são o calor e o frio, os abraços e os arranhões, e as pessoas, e os diálogos, os cheiros e as cores das coisas. Essências. Essências que dão pontapés à rotina de ontem, de hoje, de amanhã... Às preocupações e às obrigações sem sentido, porque o sem sentido que é isto tudo só perde no viver dessa ordem estipulada. Quero viver da partilha e hoje não acredito em utopias, se esta música vale muito mais do que qualquer contra-argumento... e vale. Esta música hoje vale tudo, e é tudo o que vale a pena. Está bom tempo, alguém dê uma festa. E festa é só um nome para uma partilha de essências qualquer. Não é preciso bolo. Alguém dê uma festa para sempre... É só fazerem-me crer que aqui e agora é o que é, então é, e vai ser.
Não quero olhar para o relógio daqui a pouco e pensar que tenho de me ir deitar porque amanhã tenho de acordar, e enquanto isso, passam-se os milhões de essências que me fazem querer deitar fora a minha televisão de não sei quantas polegadas, porque a verdadeira escala do grande não a faz parecer pequena, mas sim uma ridícula inexistência...de uma dimensão de linguagem diferente... Não quero olhar para alguém na rua e seguir caminho com um diálogo hipotético como música de fundo, porque não se fala com estranhos, mesmo que o tornar real desse hipotético diálogo represente um abrir infinito de portas e de caminhos e de possibilidades que nunca vamos conhecer porque decidimos que o calor e o frio, e as pessoas, o risco e os diálogos não se sobrepunham ao código "do ser". Eu queria ser, ser.


Aqui e agora é o que é. E é que é.

O pior é: "E podia ser."

Tuesday, April 27, 2010

Quase que era uma carta de amor!

Como é que pode não soar piroso dizer: "Beija-me já."?
Impossível... Mas beija-me, caralho! Urgente!
Mata-me o interesse de vez, por favor, que estou farta de chegar e procurar por ti, que estou farta de pesar cada frase, cada gesto, cada acção minha na balança do que podes achar... Não gosto de fazer coisas em função de ti, depois sinto-me mal, não pareço eu. Quero-me de volta.
Vamos resolver este negócio agora. Depois fica cocó. Vais à tua vida, vou à minha vida, porque já não vai ter piada ou porque vai ficar estranho, porque os teus defeitos vão tornar-se reais no descobrir, no decifrar do que os fazia parecer não mais do que pequenas peculiaridades do que és... Tenho-me de volta e doi-me um bocadinho de força não te ter, mas tudo bem. Desde que me tenha de volta... Podia mandar tudo para o lixo já, já, já, mas... Mas só quero não te ter depois de ter tido! Urgente. Antes que te afaste com a loucura que não sou, que me fazes ser...

Porquê que às vezes pareces tão perto? Fogo, sai. Ninguém pode estar tão perto e ir embora logo a seguir. Tic-tac, não quero perder mais tempo com... com isto, nem voltar a escrever textos deste género deprimente e piroso. Tu, tu aí, olha um sinal, alerta, atenção, isto é um sinal... Sim, força. TIC-TAC, isto é urgente e está em contagem decrescente. Não queria deixar-te ir sem te ter tido mesmo que só por... Olha, um beijo podia resolver tudo, se calhar, por exemplo... Quero as minhas ideias no sítio... Este limbo entre o platónico e o que podia ser real, não é para mim.

Repara, entende que deitava tudo fora se te pudesse ter agora... Preciso, troco pelo resto.

Friday, April 23, 2010

Hoje tá noite.
Noite de estar de t-shirt e de ir para a rua.
É isso, hoje está noite de rua.
Ou de terraço.

Está noite de pouca gente que é muita gente
E de um jantar que "é a noite".
Está noite de cheirar bem e de inspirar profundamente...
Noite de sentir o apertozinho da euforia daquela simples felicidade,
ou o que é.

Também está noite de instrospecção,
mas na rua, ou no terraço.
De despreocupadas narrativas imaginadas
No prazer da brisa, no calor sobrante de horas passadas...

Gosto da calma desta noite,
Não está noite de NOITE
Era só cerveja e conversas, e música
Uma música de fundo perfeita, qualquer,
Da atmosfera...
Era isso, ou bastava-me o insipirar
sozinha,
das narrativas imaginadas de tudo isso.
O teu abraço também era bom,
E passearmos só, por aí,
ou ali à beira do rio, que tal?

Está noite de querer bem a tudo
E de lembrar histórias de tudo.
Quero dar abraços e se calhar ir correr até me cansar.

Não sei se já disse, mas o teu abraço também era bom
Se calhar até está noite de sexo.