Agora apetecia-me que fosse verão.
Apetecia-me ter chegado da praia com a cara vermelha e os olhos ainda a arder, com a descida da noite como pano de fundo... com a poeira das ruas a cobrirem-me os pés, muitas vezes descalços, quando os chinelos se ficam a balançar nos dedos das mãos... Queria sentir aquela temperatura do ar... e das coisas... Que parece estar tudo parado e ser tudo o mesmo... Um cenário infinito com uma música calma que se repete com o arrastar do corpo. Queria deixar-me ir e deixar-me ficar. Fechar os olhos e deambular pela estrada de terra que é a margem da ria. E olhá-la. Estática, com dois barcos perdidos na companhia dos seus reflexos e não me preocupar com nada, total despojamento porque nada pode ser mais do que aquele captar de essência.
Wednesday, November 19, 2008
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