Para nunca mais te ver
avenida melancólica, de uma melancolia insuportavelmente pesada.
Valia a pena ter ido para nunca mais te ver.
a avenida melancólica, que agora atravesso todos os dias,
a melancolia tão insuportavelmente pesada que me arrasta e que me faz arrastar-me no fim de cada dia,
a desconexão de quem não dorme há dias e de quem já se esqueceu do que é ser.
Quem, eu?
não me tivesse habituado a estar de rastos de viver.
Não me reconheço no que sou... já nem sou.
E não sei quem és, quem foste
fui só eu que fui o que foste?
devia ter-te apagado.
Estranho-te em ti, em mim, nos outros e no mundo à nossa volta.
Podes ficar com tudo o que me tiraste aí em baixo, que não tenho tempo para apanhar os restos.
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