Wednesday, March 12, 2008

afinal só escondeste... arrumaste, e quiseste pensar que estava 'arrumado'

até que, num momento (num segundo)...
o inevitável!

e do chão para fios presos às núvens,
a segurança transformou-se em vulnerabilidade
e a certeza em incerteza, ou numa certeza contrária



(viste-o...
do outro lado, com outras pessoas)


as palpitações e a euforia encheram-te o peito,
naquela velha explosão incontrolável de emoções.

fingiste alguma calma, indiferença
tentaste encarar tudo (e encará-lo) como todos os outros
mas sabias, apesar de tentares esconder,
que já não vias ou sentias mais nada...
ou nada mais do que o tanto que era 'aquilo'...
as palavras deixavam de fazer sentido
e as pessoas à tua volta deixavam de interessar...



olhas novamente...já impotente!
finges ponderar, por nada mais do que descargo de consciência...
(é que já sabes bem o que queres...)
e então
trocas as memórias dos desfechos passados
pela desculpa do efémero.



CEDES (oficializas)


"precisavas de mais tempo"
mas de certeza que por mais tempo que tivesses tido
tudo voltaria a acontecer
da mesma maneira...
pela centésima vez...


porque é assim que ele é...
e é assim que tu és quando ele...

quando no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse.


ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem,
a sujidade do chão,
os pobres e os ricos, e as diferenças.
o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...

no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez
para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz

e não há nada a fazer...