Thursday, June 10, 2010

de Nashville

Tinha sido um dia saturante. Mais um dia saturante...
No caminho de regresso pôs as mãos nos bolsos do casaco e deixou-se sentir.
Deixou-se guiar pela facilidade do sentir.
No caminho de regresso agradeceu por não ter levado carro.
Quase automaticamente as suas pernas conduziram-no para casa sem que a sua mente pensasse no caminho, e não se fala de direcções... fala-se, essencialmente, da infinidade que parece o repetir de um percurso rotineiro.
Não pensou também em sentir, porque sentir não é pensar, e sentiu.
Finalmente sentia a facilidade do sentir. Finalmente!
Sem reparar chegou, então, a casa. Mas não entrou...
Lançou-lhe um olhar suspirado e deixou que o ar que lhe encheu os pulmões de uma euforia do existir o levasse a qualquer lado... E assim descobriu que o vento na cara era a resposta ao sentido que tentava procurar no repetir dos seus dias saturantes e enfadonhos.

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