Como é que pode não soar piroso dizer: "Beija-me já."?
Impossível... Mas beija-me, caralho! Urgente!
Mata-me o interesse de vez, por favor, que estou farta de chegar e procurar por ti, que estou farta de pesar cada frase, cada gesto, cada acção minha na balança do que podes achar... Não gosto de fazer coisas em função de ti, depois sinto-me mal, não pareço eu. Quero-me de volta.
Vamos resolver este negócio agora. Depois fica cocó. Vais à tua vida, vou à minha vida, porque já não vai ter piada ou porque vai ficar estranho, porque os teus defeitos vão tornar-se reais no descobrir, no decifrar do que os fazia parecer não mais do que pequenas peculiaridades do que és... Tenho-me de volta e doi-me um bocadinho de força não te ter, mas tudo bem. Desde que me tenha de volta... Podia mandar tudo para o lixo já, já, já, mas... Mas só quero não te ter depois de ter tido! Urgente. Antes que te afaste com a loucura que não sou, que me fazes ser...
Porquê que às vezes pareces tão perto? Fogo, sai. Ninguém pode estar tão perto e ir embora logo a seguir. Tic-tac, não quero perder mais tempo com... com isto, nem voltar a escrever textos deste género deprimente e piroso. Tu, tu aí, olha um sinal, alerta, atenção, isto é um sinal... Sim, força. TIC-TAC, isto é urgente e está em contagem decrescente. Não queria deixar-te ir sem te ter tido mesmo que só por... Olha, um beijo podia resolver tudo, se calhar, por exemplo... Quero as minhas ideias no sítio... Este limbo entre o platónico e o que podia ser real, não é para mim.
Repara, entende que deitava tudo fora se te pudesse ter agora... Preciso, troco pelo resto.
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