Wednesday, November 19, 2008

Agora apetecia-me que fosse verão.
Apetecia-me ter chegado da praia com a cara vermelha e os olhos ainda a arder, com a descida da noite como pano de fundo... com a poeira das ruas a cobrirem-me os pés, muitas vezes descalços, quando os chinelos se ficam a balançar nos dedos das mãos... Queria sentir aquela temperatura do ar... e das coisas... Que parece estar tudo parado e ser tudo o mesmo... Um cenário infinito com uma música calma que se repete com o arrastar do corpo. Queria deixar-me ir e deixar-me ficar. Fechar os olhos e deambular pela estrada de terra que é a margem da ria. E olhá-la. Estática, com dois barcos perdidos na companhia dos seus reflexos e não me preocupar com nada, total despojamento porque nada pode ser mais do que aquele captar de essência.

Thursday, October 02, 2008

sabes que eu podia viver dos teus rascunhos...?

Saturday, May 10, 2008

ela respira essência
inspira o mundo até ao limite e sente-o o mais profundamente que consegue, para o deixar partir depois, sem remorsos, num expirar profundo e despreocupado... vive.

ela é o mais real que se pode ser, mas tão inatingível como o nirvana que representa.

Tuesday, April 15, 2008

que semana.

respirei (realmente)!

respirei
as recordações dos risos,
das noites ao relento... dos banhos...
dos momentos únicos e da música...
e das conversas que deixaram a voz para trás, no último dia
perdida no calor abrasador da tarde
e relaxante do meio da noite...

o ar não se esgotou sem lembrar
o corpo com sal, no sol dos regressos a casa
e os pés descalços no chão,
que vagueavam, sem destino...
(naquela alegre nostalgia)

por fim, as memórias das sestas despreocupadas na relva
foram abaladas pelo regresso da botija de oxigénio


o despertar da contagem decrescente

Friday, April 11, 2008

o nariz parece estar entupido
mas não tenho bem a certeza
porque a mente não está muito clara
e deambula entre significados e conceitos...
aceita só um empirismo de sentidos, que não relaciona

escreve sem pensar nas anteriores,
palavra após palavra... e mais uma,
e a próxima.

a voz podia tirar as dúvidas todas...
soa diferente com o nariz entupido.
mas a voz... essa desapareceu já também.

(VIRUS sacaninha)

Friday, April 04, 2008

in the end it's all about the blues



os risos lá fora abafam o ar, já quente

Wednesday, March 12, 2008

afinal só escondeste... arrumaste, e quiseste pensar que estava 'arrumado'

até que, num momento (num segundo)...
o inevitável!

e do chão para fios presos às núvens,
a segurança transformou-se em vulnerabilidade
e a certeza em incerteza, ou numa certeza contrária



(viste-o...
do outro lado, com outras pessoas)


as palpitações e a euforia encheram-te o peito,
naquela velha explosão incontrolável de emoções.

fingiste alguma calma, indiferença
tentaste encarar tudo (e encará-lo) como todos os outros
mas sabias, apesar de tentares esconder,
que já não vias ou sentias mais nada...
ou nada mais do que o tanto que era 'aquilo'...
as palavras deixavam de fazer sentido
e as pessoas à tua volta deixavam de interessar...



olhas novamente...já impotente!
finges ponderar, por nada mais do que descargo de consciência...
(é que já sabes bem o que queres...)
e então
trocas as memórias dos desfechos passados
pela desculpa do efémero.



CEDES (oficializas)


"precisavas de mais tempo"
mas de certeza que por mais tempo que tivesses tido
tudo voltaria a acontecer
da mesma maneira...
pela centésima vez...


porque é assim que ele é...
e é assim que tu és quando ele...

quando no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse.


ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem,
a sujidade do chão,
os pobres e os ricos, e as diferenças.
o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...

no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez
para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz

e não há nada a fazer...

Wednesday, February 20, 2008

e então no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse

ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem, a sujidade do chão, os pobres e os ricos, e as diferenças. o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...

no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz