Aqui e agora é o que é. E é que é.
Aqui e agora não preciso de mais nada. Era só abrir a porta e sair, e ir, sempre. As perspectivas e expectativas de tudo são o calor e o frio, os abraços e os arranhões, e as pessoas, e os diálogos, os cheiros e as cores das coisas. Essências. Essências que dão pontapés à rotina de ontem, de hoje, de amanhã... Às preocupações e às obrigações sem sentido, porque o sem sentido que é isto tudo só perde no viver dessa ordem estipulada. Quero viver da partilha e hoje não acredito em utopias, se esta música vale muito mais do que qualquer contra-argumento... e vale. Esta música hoje vale tudo, e é tudo o que vale a pena. Está bom tempo, alguém dê uma festa. E festa é só um nome para uma partilha de essências qualquer. Não é preciso bolo. Alguém dê uma festa para sempre... É só fazerem-me crer que aqui e agora é o que é, então é, e vai ser.
Não quero olhar para o relógio daqui a pouco e pensar que tenho de me ir deitar porque amanhã tenho de acordar, e enquanto isso, passam-se os milhões de essências que me fazem querer deitar fora a minha televisão de não sei quantas polegadas, porque a verdadeira escala do grande não a faz parecer pequena, mas sim uma ridícula inexistência...de uma dimensão de linguagem diferente... Não quero olhar para alguém na rua e seguir caminho com um diálogo hipotético como música de fundo, porque não se fala com estranhos, mesmo que o tornar real desse hipotético diálogo represente um abrir infinito de portas e de caminhos e de possibilidades que nunca vamos conhecer porque decidimos que o calor e o frio, e as pessoas, o risco e os diálogos não se sobrepunham ao código "do ser". Eu queria ser, ser.
Aqui e agora é o que é. E é que é.
O pior é: "E podia ser."
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