Não quero ir para a cama porque encontrei os melhores cinco segundos de música da minha vida, sendo três deles os melhores de sempre, do mundo, e tenho medo de acordar amanhã e tê-los perdido para sempre. Vivem na efeméride da internet e não há como trazê-los para a vida real, o que ainda os torna, na verdade, mais místicos.
Estou a ficar com sono mas não quero parar de fazer o clique para uma nova repetição... Não quero perdê-los mesmo não me pertencendo, mas não quero, por outro lado, que percam tudo o que envolve não serem de ninguém, e serem de toda a gente, existirem neste momento, como poderem no seguinte desaparecer para sempre... Assim, nada mais justo do que provar que foram, para mim, reais, aqui, onde nada se prova, e onde tudo de mim pode ser nada de mim, e mais palavras sem rosto, com mil rostos, são lançadas à mesma efeméride da genialidade daqueles segundos de música. Que se encontrem lá, numa pureza virtual, de ironias irreconhecidas que as torna puras como nós não somos.
Até amanhã, acabou a música.
É uma boa música, só não digo genial porque coloca a si própria uma fasquia demasiado alta ao começar com aquilo que é hoje, aqui, e agora, o sentido do mundo.
Tuesday, October 05, 2010
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