Era uma vez um vazio... invisível por um visível sorriso.
Um sorriso de pano numa estrutura de vazio.
Como não vês que é de pano, de aparente realidade, a estrutura mantém-se. Se visses, enchias o vazio e era uma vez um visível sorriso verdadeiro numa estrutura invisível de nós.
Monday, May 31, 2010
Saturday, May 29, 2010
querer, ter
ter, usar
usar, gastar
gastar, trair
trair, perder,
perder, querer
querer, não ter
não ter, viver
quero viver.
E reparem... Esta simples afirmação subsiste ciclicamente de acordo com o artigo acima referido. É autosuficiente, e é o que basta para valer como "porque" ao eterno "porquê", quando não quiserem procurar mais.
ter, usar
usar, gastar
gastar, trair
trair, perder,
perder, querer
querer, não ter
não ter, viver
quero viver.
E reparem... Esta simples afirmação subsiste ciclicamente de acordo com o artigo acima referido. É autosuficiente, e é o que basta para valer como "porque" ao eterno "porquê", quando não quiserem procurar mais.
Sunday, May 23, 2010
Thursday, May 20, 2010
Monday, May 17, 2010
Começo a sentir-me afastada do todo que devia ser.
Sinto-me partes de mim, partes de mim que nem são minhas.
Nada é meu.
Sou a colagem de partes de vários sítios e isso só cria identidade quando misturado, só cria identidade em interrelação.
Sou sempre as mesmas palavras e as mesmas expressões... Palavras e expressões que já ouvi noutros.
Sou a mesma forma automatizada de agir, agora, há pouco, antes disso. Sinto-me uma falta de autenticidade que escolhe acções em modo THE SIMS
Sinto-me partes de mim, partes de mim que nem são minhas.
Nada é meu.
Sou a colagem de partes de vários sítios e isso só cria identidade quando misturado, só cria identidade em interrelação.
Sou sempre as mesmas palavras e as mesmas expressões... Palavras e expressões que já ouvi noutros.
Sou a mesma forma automatizada de agir, agora, há pouco, antes disso. Sinto-me uma falta de autenticidade que escolhe acções em modo THE SIMS
Saturday, May 15, 2010
2ª a 6ª, 13:48 - 14:00, 2ª carruagem
Vemo-nos todos os dias.
Não nos falamos, não nos tocamos...
Sorrimos um para o outro, de vez em quando,
mas nunca quando nos vemos fora do contexto em que nos tornamos conhecidos.
É divertido, doze minutos para descobrir e reconhecer,
e assim conhecer. Ir conhecendo...
É divertido sermos conscientes dos nossos papeis, de observador e de observado,
e não nos preocuparmos em esconder essa consciência, sem nunca a denunciarmos.
Estamos expostos e sem vergonha, confortáveis com o silêncio,
saciados com o diálogo mudo não evidenciado.
É o que é e será sempre assim, até um dia em que mudemos de rotina.
Não se quer mais, mas não se quer menos.
Quer-se, assim.
E há tão mais a dizer, de uma coisa tão simples...
Afinal, partilhamos um metro e alimentamos a viagem na curiosidade e interesse que os outros não provocaram em nós. É estranho, mas simples.
Somos quase amigos.
Não há nada de psicopata ou psicótico na forma como sorrimos interiormente quando apanhamos aquele lugar... É realmente simples, ao ponto de ser difícil de explicar.
Quase amigos não... Conhecidos da alma. Parece que nos vemos, em essências.
Mas a simplicidade é impossível de exprimir... Passa as letras e as palavras, que envolvem um esforço e daí deixam de ser puras de simplicidade...
A nossa ligação não se explica com medo de se pisar, calcar, dar uma força ou ideia erradas... é como a ténue linha que separa as nossas rotinas... visitamo-la, sem nunca a pisar, e ela deixa-nos fazer parte da rotina do outro sem nos deixar entrar.
É simples por ser aceite na sua casualidade, sendo porém estranhada a sua falta.
Está e vive do e no quase toque, quase 'olá', quase abraço, quase riso, gozo partilhado... Está na ideia de tudo isso e na ideia de que nada disso seria igual se se perdesse o quase, mas mais uma vez, o quase é o tudo.
Um dia a rotina vai mudar e vai perder-se tudo, e assim o quase que é o tudo.
Mas não importa, é quase inevitável e não vamos atrás de nada, porque tudo sempre foi o que foi acontecendo, livre de qualquer esforço que não o caminhar mais apressado, meio inconsciente, que às vezes reparamos caminhar.
Quer dizer... não se vai perder tudo. Continuamos ligados pelo buraco da despedida não despedida que saberemos mútuo.
Não nos falamos, não nos tocamos...
Sorrimos um para o outro, de vez em quando,
mas nunca quando nos vemos fora do contexto em que nos tornamos conhecidos.
É divertido, doze minutos para descobrir e reconhecer,
e assim conhecer. Ir conhecendo...
É divertido sermos conscientes dos nossos papeis, de observador e de observado,
e não nos preocuparmos em esconder essa consciência, sem nunca a denunciarmos.
Estamos expostos e sem vergonha, confortáveis com o silêncio,
saciados com o diálogo mudo não evidenciado.
É o que é e será sempre assim, até um dia em que mudemos de rotina.
Não se quer mais, mas não se quer menos.
Quer-se, assim.
E há tão mais a dizer, de uma coisa tão simples...
Afinal, partilhamos um metro e alimentamos a viagem na curiosidade e interesse que os outros não provocaram em nós. É estranho, mas simples.
Somos quase amigos.
Não há nada de psicopata ou psicótico na forma como sorrimos interiormente quando apanhamos aquele lugar... É realmente simples, ao ponto de ser difícil de explicar.
Quase amigos não... Conhecidos da alma. Parece que nos vemos, em essências.
Mas a simplicidade é impossível de exprimir... Passa as letras e as palavras, que envolvem um esforço e daí deixam de ser puras de simplicidade...
A nossa ligação não se explica com medo de se pisar, calcar, dar uma força ou ideia erradas... é como a ténue linha que separa as nossas rotinas... visitamo-la, sem nunca a pisar, e ela deixa-nos fazer parte da rotina do outro sem nos deixar entrar.
É simples por ser aceite na sua casualidade, sendo porém estranhada a sua falta.
Está e vive do e no quase toque, quase 'olá', quase abraço, quase riso, gozo partilhado... Está na ideia de tudo isso e na ideia de que nada disso seria igual se se perdesse o quase, mas mais uma vez, o quase é o tudo.
Um dia a rotina vai mudar e vai perder-se tudo, e assim o quase que é o tudo.
Mas não importa, é quase inevitável e não vamos atrás de nada, porque tudo sempre foi o que foi acontecendo, livre de qualquer esforço que não o caminhar mais apressado, meio inconsciente, que às vezes reparamos caminhar.
Quer dizer... não se vai perder tudo. Continuamos ligados pelo buraco da despedida não despedida que saberemos mútuo.
Monday, May 10, 2010
Sunday, May 09, 2010
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