Aqui e agora é o que é. E é que é.
Aqui e agora não preciso de mais nada. Era só abrir a porta e sair, e ir, sempre. As perspectivas e expectativas de tudo são o calor e o frio, os abraços e os arranhões, e as pessoas, e os diálogos, os cheiros e as cores das coisas. Essências. Essências que dão pontapés à rotina de ontem, de hoje, de amanhã... Às preocupações e às obrigações sem sentido, porque o sem sentido que é isto tudo só perde no viver dessa ordem estipulada. Quero viver da partilha e hoje não acredito em utopias, se esta música vale muito mais do que qualquer contra-argumento... e vale. Esta música hoje vale tudo, e é tudo o que vale a pena. Está bom tempo, alguém dê uma festa. E festa é só um nome para uma partilha de essências qualquer. Não é preciso bolo. Alguém dê uma festa para sempre... É só fazerem-me crer que aqui e agora é o que é, então é, e vai ser.
Não quero olhar para o relógio daqui a pouco e pensar que tenho de me ir deitar porque amanhã tenho de acordar, e enquanto isso, passam-se os milhões de essências que me fazem querer deitar fora a minha televisão de não sei quantas polegadas, porque a verdadeira escala do grande não a faz parecer pequena, mas sim uma ridícula inexistência...de uma dimensão de linguagem diferente... Não quero olhar para alguém na rua e seguir caminho com um diálogo hipotético como música de fundo, porque não se fala com estranhos, mesmo que o tornar real desse hipotético diálogo represente um abrir infinito de portas e de caminhos e de possibilidades que nunca vamos conhecer porque decidimos que o calor e o frio, e as pessoas, o risco e os diálogos não se sobrepunham ao código "do ser". Eu queria ser, ser.
Aqui e agora é o que é. E é que é.
O pior é: "E podia ser."
Wednesday, April 28, 2010
Tuesday, April 27, 2010
Quase que era uma carta de amor!
Como é que pode não soar piroso dizer: "Beija-me já."?
Impossível... Mas beija-me, caralho! Urgente!
Mata-me o interesse de vez, por favor, que estou farta de chegar e procurar por ti, que estou farta de pesar cada frase, cada gesto, cada acção minha na balança do que podes achar... Não gosto de fazer coisas em função de ti, depois sinto-me mal, não pareço eu. Quero-me de volta.
Vamos resolver este negócio agora. Depois fica cocó. Vais à tua vida, vou à minha vida, porque já não vai ter piada ou porque vai ficar estranho, porque os teus defeitos vão tornar-se reais no descobrir, no decifrar do que os fazia parecer não mais do que pequenas peculiaridades do que és... Tenho-me de volta e doi-me um bocadinho de força não te ter, mas tudo bem. Desde que me tenha de volta... Podia mandar tudo para o lixo já, já, já, mas... Mas só quero não te ter depois de ter tido! Urgente. Antes que te afaste com a loucura que não sou, que me fazes ser...
Porquê que às vezes pareces tão perto? Fogo, sai. Ninguém pode estar tão perto e ir embora logo a seguir. Tic-tac, não quero perder mais tempo com... com isto, nem voltar a escrever textos deste género deprimente e piroso. Tu, tu aí, olha um sinal, alerta, atenção, isto é um sinal... Sim, força. TIC-TAC, isto é urgente e está em contagem decrescente. Não queria deixar-te ir sem te ter tido mesmo que só por... Olha, um beijo podia resolver tudo, se calhar, por exemplo... Quero as minhas ideias no sítio... Este limbo entre o platónico e o que podia ser real, não é para mim.
Repara, entende que deitava tudo fora se te pudesse ter agora... Preciso, troco pelo resto.
Impossível... Mas beija-me, caralho! Urgente!
Mata-me o interesse de vez, por favor, que estou farta de chegar e procurar por ti, que estou farta de pesar cada frase, cada gesto, cada acção minha na balança do que podes achar... Não gosto de fazer coisas em função de ti, depois sinto-me mal, não pareço eu. Quero-me de volta.
Vamos resolver este negócio agora. Depois fica cocó. Vais à tua vida, vou à minha vida, porque já não vai ter piada ou porque vai ficar estranho, porque os teus defeitos vão tornar-se reais no descobrir, no decifrar do que os fazia parecer não mais do que pequenas peculiaridades do que és... Tenho-me de volta e doi-me um bocadinho de força não te ter, mas tudo bem. Desde que me tenha de volta... Podia mandar tudo para o lixo já, já, já, mas... Mas só quero não te ter depois de ter tido! Urgente. Antes que te afaste com a loucura que não sou, que me fazes ser...
Porquê que às vezes pareces tão perto? Fogo, sai. Ninguém pode estar tão perto e ir embora logo a seguir. Tic-tac, não quero perder mais tempo com... com isto, nem voltar a escrever textos deste género deprimente e piroso. Tu, tu aí, olha um sinal, alerta, atenção, isto é um sinal... Sim, força. TIC-TAC, isto é urgente e está em contagem decrescente. Não queria deixar-te ir sem te ter tido mesmo que só por... Olha, um beijo podia resolver tudo, se calhar, por exemplo... Quero as minhas ideias no sítio... Este limbo entre o platónico e o que podia ser real, não é para mim.
Repara, entende que deitava tudo fora se te pudesse ter agora... Preciso, troco pelo resto.
Friday, April 23, 2010
Hoje tá noite.
Noite de estar de t-shirt e de ir para a rua.
É isso, hoje está noite de rua.
Ou de terraço.
Está noite de pouca gente que é muita gente
E de um jantar que "é a noite".
Está noite de cheirar bem e de inspirar profundamente...
Noite de sentir o apertozinho da euforia daquela simples felicidade,
ou o que é.
Também está noite de instrospecção,
mas na rua, ou no terraço.
De despreocupadas narrativas imaginadas
No prazer da brisa, no calor sobrante de horas passadas...
Gosto da calma desta noite,
Não está noite de NOITE
Era só cerveja e conversas, e música
Uma música de fundo perfeita, qualquer,
Da atmosfera...
Era isso, ou bastava-me o insipirar
sozinha,
das narrativas imaginadas de tudo isso.
O teu abraço também era bom,
E passearmos só, por aí,
ou ali à beira do rio, que tal?
Está noite de querer bem a tudo
E de lembrar histórias de tudo.
Quero dar abraços e se calhar ir correr até me cansar.
Não sei se já disse, mas o teu abraço também era bom
Se calhar até está noite de sexo.
Noite de estar de t-shirt e de ir para a rua.
É isso, hoje está noite de rua.
Ou de terraço.
Está noite de pouca gente que é muita gente
E de um jantar que "é a noite".
Está noite de cheirar bem e de inspirar profundamente...
Noite de sentir o apertozinho da euforia daquela simples felicidade,
ou o que é.
Também está noite de instrospecção,
mas na rua, ou no terraço.
De despreocupadas narrativas imaginadas
No prazer da brisa, no calor sobrante de horas passadas...
Gosto da calma desta noite,
Não está noite de NOITE
Era só cerveja e conversas, e música
Uma música de fundo perfeita, qualquer,
Da atmosfera...
Era isso, ou bastava-me o insipirar
sozinha,
das narrativas imaginadas de tudo isso.
O teu abraço também era bom,
E passearmos só, por aí,
ou ali à beira do rio, que tal?
Está noite de querer bem a tudo
E de lembrar histórias de tudo.
Quero dar abraços e se calhar ir correr até me cansar.
Não sei se já disse, mas o teu abraço também era bom
Se calhar até está noite de sexo.
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