Olá a ti, e a ti, e a ti também. Boa camisa, onde compraste? Olá, incomoda-o conversar com uma pessoa qualquer? Não? Ponha-se à vontade então...
Vá lá, todos sabemos que o hábito faz o monge.
E os hábitos criam-se, ou recriam-se... Não sei bem.
Não se trata de chatearmos toda a gente e de viver numa anarquia de invasão de privacidade. Não se trata de pararmos o trânsito ou de pararmos uma pessoa que vai a correr com a mochila aberta, com os livros quase a caírem. Trata-se de sermos mais família num sentido em que nos devia ser automática a possibilidade de comunicação pela simples partilha de um espaço. Trata-se de criarmos o hábito de nos apresentarmos sem termos de ser apresentados e de podermos dizer qualquer coisa para ouvir a voz da pessoa que se senta todos os dias ao nosso lado no autocarro... É quase triste que se estranhe um "meter conversa". Amanhã, quando for para a rua, vou falar com quem me apetecer, e experimentar uma relação directa com pessoas que que partilham um espaço comigo e com outros "eus" sem partilharem mais nada, porque aprenderam a tansportar um biombo de cada lado e a deixarem-se conformar por não empurrarem as portas entreabertas nas quais gostavam de entrar. Eu também sou assim, mas não quero ser mais, porque na verdade, gostava que me dissessem que tinha uma boa camisa só porque sim. E porque reparei que se o hábito fosse esse o monge era mais livre e mais feliz.
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