Antes eu andava por mim.
E era, por mim.
E fazia sentido sem sentir a falta de nada.
Um dia deste-me a mão e agora só me encontro quando me perco em ti. Queria voltar a ser por mim... O pior é que é difícil que faça sentido quando a falta da tua mão não me deixa ser quem era.
Thursday, June 24, 2010
Monday, June 14, 2010
Olá a ti, e a ti, e a ti também. Boa camisa, onde compraste? Olá, incomoda-o conversar com uma pessoa qualquer? Não? Ponha-se à vontade então...
Vá lá, todos sabemos que o hábito faz o monge.
E os hábitos criam-se, ou recriam-se... Não sei bem.
Não se trata de chatearmos toda a gente e de viver numa anarquia de invasão de privacidade. Não se trata de pararmos o trânsito ou de pararmos uma pessoa que vai a correr com a mochila aberta, com os livros quase a caírem. Trata-se de sermos mais família num sentido em que nos devia ser automática a possibilidade de comunicação pela simples partilha de um espaço. Trata-se de criarmos o hábito de nos apresentarmos sem termos de ser apresentados e de podermos dizer qualquer coisa para ouvir a voz da pessoa que se senta todos os dias ao nosso lado no autocarro... É quase triste que se estranhe um "meter conversa". Amanhã, quando for para a rua, vou falar com quem me apetecer, e experimentar uma relação directa com pessoas que que partilham um espaço comigo e com outros "eus" sem partilharem mais nada, porque aprenderam a tansportar um biombo de cada lado e a deixarem-se conformar por não empurrarem as portas entreabertas nas quais gostavam de entrar. Eu também sou assim, mas não quero ser mais, porque na verdade, gostava que me dissessem que tinha uma boa camisa só porque sim. E porque reparei que se o hábito fosse esse o monge era mais livre e mais feliz.
Vá lá, todos sabemos que o hábito faz o monge.
E os hábitos criam-se, ou recriam-se... Não sei bem.
Não se trata de chatearmos toda a gente e de viver numa anarquia de invasão de privacidade. Não se trata de pararmos o trânsito ou de pararmos uma pessoa que vai a correr com a mochila aberta, com os livros quase a caírem. Trata-se de sermos mais família num sentido em que nos devia ser automática a possibilidade de comunicação pela simples partilha de um espaço. Trata-se de criarmos o hábito de nos apresentarmos sem termos de ser apresentados e de podermos dizer qualquer coisa para ouvir a voz da pessoa que se senta todos os dias ao nosso lado no autocarro... É quase triste que se estranhe um "meter conversa". Amanhã, quando for para a rua, vou falar com quem me apetecer, e experimentar uma relação directa com pessoas que que partilham um espaço comigo e com outros "eus" sem partilharem mais nada, porque aprenderam a tansportar um biombo de cada lado e a deixarem-se conformar por não empurrarem as portas entreabertas nas quais gostavam de entrar. Eu também sou assim, mas não quero ser mais, porque na verdade, gostava que me dissessem que tinha uma boa camisa só porque sim. E porque reparei que se o hábito fosse esse o monge era mais livre e mais feliz.
Thursday, June 10, 2010
de Nashville
Tinha sido um dia saturante. Mais um dia saturante...
No caminho de regresso pôs as mãos nos bolsos do casaco e deixou-se sentir.
Deixou-se guiar pela facilidade do sentir.
No caminho de regresso agradeceu por não ter levado carro.
Quase automaticamente as suas pernas conduziram-no para casa sem que a sua mente pensasse no caminho, e não se fala de direcções... fala-se, essencialmente, da infinidade que parece o repetir de um percurso rotineiro.
Não pensou também em sentir, porque sentir não é pensar, e sentiu.
Finalmente sentia a facilidade do sentir. Finalmente!
Sem reparar chegou, então, a casa. Mas não entrou...
Lançou-lhe um olhar suspirado e deixou que o ar que lhe encheu os pulmões de uma euforia do existir o levasse a qualquer lado... E assim descobriu que o vento na cara era a resposta ao sentido que tentava procurar no repetir dos seus dias saturantes e enfadonhos.
No caminho de regresso pôs as mãos nos bolsos do casaco e deixou-se sentir.
Deixou-se guiar pela facilidade do sentir.
No caminho de regresso agradeceu por não ter levado carro.
Quase automaticamente as suas pernas conduziram-no para casa sem que a sua mente pensasse no caminho, e não se fala de direcções... fala-se, essencialmente, da infinidade que parece o repetir de um percurso rotineiro.
Não pensou também em sentir, porque sentir não é pensar, e sentiu.
Finalmente sentia a facilidade do sentir. Finalmente!
Sem reparar chegou, então, a casa. Mas não entrou...
Lançou-lhe um olhar suspirado e deixou que o ar que lhe encheu os pulmões de uma euforia do existir o levasse a qualquer lado... E assim descobriu que o vento na cara era a resposta ao sentido que tentava procurar no repetir dos seus dias saturantes e enfadonhos.
Wednesday, June 09, 2010
Altura de repetir textos por repetição de feelings
Quero essa bossa... Essa, de sensualidades sussuradas.. Tão groovy... Quase sambável. Dá-me essa bossa por favor. Tão de tanta gente e tão só nossa.
Tão grande.
Dá-ma que quero trocar de interior, enche-me daquele sorriso eufórico, que está em todo o lado. Ou lá o que é que está em todo o lado... Tu sabes... se inspirares muito de força também sentes. Está lá dentro.
Dá-me essa bossa que ela faz-me sentir que sim. Só assim.
Assim chega, vem, vamos curtir uma bossinha...
Uma bossinha que é o segredo das coisas.
Tão grande.
Dá-ma que quero trocar de interior, enche-me daquele sorriso eufórico, que está em todo o lado. Ou lá o que é que está em todo o lado... Tu sabes... se inspirares muito de força também sentes. Está lá dentro.
Dá-me essa bossa que ela faz-me sentir que sim. Só assim.
Assim chega, vem, vamos curtir uma bossinha...
Uma bossinha que é o segredo das coisas.
Tuesday, June 08, 2010
O miúdo que se apaixonou por uma miúda cujo olhar lhe dava a mão para depois o atirar para o chão de uma altura infinita
O miúdo nunca tinha pensado que gostar de alguém fosse assim.
Gostava tanto dela que lhe chegava a doer... Afinal, tinha um coração de miúdo, músculo em desenvoltura... Pode, no entanto, dizer-se, que era uma dor boa... a mesma que sentimos quando nos dão o empurrão que nos ajuda a fazer a espargata pela primeira vez... Nunca tínhamos sentido os tendões esticarem tanto, mas a verdade é que, sem sequer sabermos que era possível, ali os tínhamos, a deixarem para o trás o antigo máximo, que era já "o máximo"!
Ora, o miúdo nunca tinha pensado que os tendões do seu coração pudessem esticar tanto... De certeza que aquilo era "o amor", porque "a paixão" é só um alongamento fora da série, sem resultados a longo prazo na extensão dos músculos. Aquele era um bom sentimento estranho. Mas como sempre, nada dura para sempre.
Imagine-se agora, então, e esta história vai continuar a servir-se da metáfora realista do corpo humano, que os tendões são elásticos... Quanto mais esticamos um elástico, mais nos vai magoar a mão deixá-lo fugir, cortá-lo...
Os tendões do miúdo tinham aprendido a esticar tanto por amor que, por mistérios que só podem ser do amor, voltavam a esticar, de cada vez que ela os cortava com a frieza do seu olhar. Do seu coração chicoteado, voltavam a esticar, cada vez mais fracos, para serem novamente cortados.
Foi assim que o miúdo passou a alimentar-se de sofrimento, que é como quem diz "de amor". O que teria ela de especial para que o miúdo não conseguisse sobrepor-lhe a lembrança e a presença do estado do seu coração? Nas veias do miúdo correu sangue e depois lágrimas... Agora, são só a estrutura que limita o vazio que começa no buraco do seu coração.
Gostava tanto dela que lhe chegava a doer... Afinal, tinha um coração de miúdo, músculo em desenvoltura... Pode, no entanto, dizer-se, que era uma dor boa... a mesma que sentimos quando nos dão o empurrão que nos ajuda a fazer a espargata pela primeira vez... Nunca tínhamos sentido os tendões esticarem tanto, mas a verdade é que, sem sequer sabermos que era possível, ali os tínhamos, a deixarem para o trás o antigo máximo, que era já "o máximo"!
Ora, o miúdo nunca tinha pensado que os tendões do seu coração pudessem esticar tanto... De certeza que aquilo era "o amor", porque "a paixão" é só um alongamento fora da série, sem resultados a longo prazo na extensão dos músculos. Aquele era um bom sentimento estranho. Mas como sempre, nada dura para sempre.
Imagine-se agora, então, e esta história vai continuar a servir-se da metáfora realista do corpo humano, que os tendões são elásticos... Quanto mais esticamos um elástico, mais nos vai magoar a mão deixá-lo fugir, cortá-lo...
Os tendões do miúdo tinham aprendido a esticar tanto por amor que, por mistérios que só podem ser do amor, voltavam a esticar, de cada vez que ela os cortava com a frieza do seu olhar. Do seu coração chicoteado, voltavam a esticar, cada vez mais fracos, para serem novamente cortados.
Foi assim que o miúdo passou a alimentar-se de sofrimento, que é como quem diz "de amor". O que teria ela de especial para que o miúdo não conseguisse sobrepor-lhe a lembrança e a presença do estado do seu coração? Nas veias do miúdo correu sangue e depois lágrimas... Agora, são só a estrutura que limita o vazio que começa no buraco do seu coração.
Monday, June 07, 2010
o chapéu que é agora um abajour
A luz vai-se.
O chapéu tinha vestido as mais nobres cabeças da década passada. Tinha, aliás, feito mais nobres ainda as já nobres cabeças que vestira. O chapéu tinha sido realmente bom, e, consciente da sua faculdade de realmente bom, era um chapéu arrogante "por direito". No mínimo, pelo direito à liberdade de ser infeliz.
Parece impossível, agora, imaginá-lo brilhante a fazer brilhar, na sujidade inválida que carrega.
Do topo das cabeças que reflectem os flashes da ribalta doi muito cair para o canto do quarto, onde não há "sequer" o reflexo do sol.
Mais do que a sujidade e o orgulho ferido pela dispensa, o chapéu carrega agora a vergonha do abandono da figura que construira, pela procura da subsistência num rasgo fraco de luz, que absorve, de abas para baixo, como quem fuma um cigarro "light" para aguentar, sem nunca ficar plenamente satisfeito. Mais, sabendo que nunca voltará a fumar cigarro "normal".
O chapéu que fazia brilhar é agora um abajour, que se arrastou para um candeeiro partido e com pó, e que sobrevive da luz intermitente de uma lâmpada a avariar.
O chapéu tinha vestido as mais nobres cabeças da década passada. Tinha, aliás, feito mais nobres ainda as já nobres cabeças que vestira. O chapéu tinha sido realmente bom, e, consciente da sua faculdade de realmente bom, era um chapéu arrogante "por direito". No mínimo, pelo direito à liberdade de ser infeliz.
Parece impossível, agora, imaginá-lo brilhante a fazer brilhar, na sujidade inválida que carrega.
Do topo das cabeças que reflectem os flashes da ribalta doi muito cair para o canto do quarto, onde não há "sequer" o reflexo do sol.
Mais do que a sujidade e o orgulho ferido pela dispensa, o chapéu carrega agora a vergonha do abandono da figura que construira, pela procura da subsistência num rasgo fraco de luz, que absorve, de abas para baixo, como quem fuma um cigarro "light" para aguentar, sem nunca ficar plenamente satisfeito. Mais, sabendo que nunca voltará a fumar cigarro "normal".
O chapéu que fazia brilhar é agora um abajour, que se arrastou para um candeeiro partido e com pó, e que sobrevive da luz intermitente de uma lâmpada a avariar.
Friday, June 04, 2010
Wednesday, June 02, 2010
Monday, May 31, 2010
Saturday, May 29, 2010
querer, ter
ter, usar
usar, gastar
gastar, trair
trair, perder,
perder, querer
querer, não ter
não ter, viver
quero viver.
E reparem... Esta simples afirmação subsiste ciclicamente de acordo com o artigo acima referido. É autosuficiente, e é o que basta para valer como "porque" ao eterno "porquê", quando não quiserem procurar mais.
ter, usar
usar, gastar
gastar, trair
trair, perder,
perder, querer
querer, não ter
não ter, viver
quero viver.
E reparem... Esta simples afirmação subsiste ciclicamente de acordo com o artigo acima referido. É autosuficiente, e é o que basta para valer como "porque" ao eterno "porquê", quando não quiserem procurar mais.
Sunday, May 23, 2010
Thursday, May 20, 2010
Monday, May 17, 2010
Começo a sentir-me afastada do todo que devia ser.
Sinto-me partes de mim, partes de mim que nem são minhas.
Nada é meu.
Sou a colagem de partes de vários sítios e isso só cria identidade quando misturado, só cria identidade em interrelação.
Sou sempre as mesmas palavras e as mesmas expressões... Palavras e expressões que já ouvi noutros.
Sou a mesma forma automatizada de agir, agora, há pouco, antes disso. Sinto-me uma falta de autenticidade que escolhe acções em modo THE SIMS
Sinto-me partes de mim, partes de mim que nem são minhas.
Nada é meu.
Sou a colagem de partes de vários sítios e isso só cria identidade quando misturado, só cria identidade em interrelação.
Sou sempre as mesmas palavras e as mesmas expressões... Palavras e expressões que já ouvi noutros.
Sou a mesma forma automatizada de agir, agora, há pouco, antes disso. Sinto-me uma falta de autenticidade que escolhe acções em modo THE SIMS
Saturday, May 15, 2010
2ª a 6ª, 13:48 - 14:00, 2ª carruagem
Vemo-nos todos os dias.
Não nos falamos, não nos tocamos...
Sorrimos um para o outro, de vez em quando,
mas nunca quando nos vemos fora do contexto em que nos tornamos conhecidos.
É divertido, doze minutos para descobrir e reconhecer,
e assim conhecer. Ir conhecendo...
É divertido sermos conscientes dos nossos papeis, de observador e de observado,
e não nos preocuparmos em esconder essa consciência, sem nunca a denunciarmos.
Estamos expostos e sem vergonha, confortáveis com o silêncio,
saciados com o diálogo mudo não evidenciado.
É o que é e será sempre assim, até um dia em que mudemos de rotina.
Não se quer mais, mas não se quer menos.
Quer-se, assim.
E há tão mais a dizer, de uma coisa tão simples...
Afinal, partilhamos um metro e alimentamos a viagem na curiosidade e interesse que os outros não provocaram em nós. É estranho, mas simples.
Somos quase amigos.
Não há nada de psicopata ou psicótico na forma como sorrimos interiormente quando apanhamos aquele lugar... É realmente simples, ao ponto de ser difícil de explicar.
Quase amigos não... Conhecidos da alma. Parece que nos vemos, em essências.
Mas a simplicidade é impossível de exprimir... Passa as letras e as palavras, que envolvem um esforço e daí deixam de ser puras de simplicidade...
A nossa ligação não se explica com medo de se pisar, calcar, dar uma força ou ideia erradas... é como a ténue linha que separa as nossas rotinas... visitamo-la, sem nunca a pisar, e ela deixa-nos fazer parte da rotina do outro sem nos deixar entrar.
É simples por ser aceite na sua casualidade, sendo porém estranhada a sua falta.
Está e vive do e no quase toque, quase 'olá', quase abraço, quase riso, gozo partilhado... Está na ideia de tudo isso e na ideia de que nada disso seria igual se se perdesse o quase, mas mais uma vez, o quase é o tudo.
Um dia a rotina vai mudar e vai perder-se tudo, e assim o quase que é o tudo.
Mas não importa, é quase inevitável e não vamos atrás de nada, porque tudo sempre foi o que foi acontecendo, livre de qualquer esforço que não o caminhar mais apressado, meio inconsciente, que às vezes reparamos caminhar.
Quer dizer... não se vai perder tudo. Continuamos ligados pelo buraco da despedida não despedida que saberemos mútuo.
Não nos falamos, não nos tocamos...
Sorrimos um para o outro, de vez em quando,
mas nunca quando nos vemos fora do contexto em que nos tornamos conhecidos.
É divertido, doze minutos para descobrir e reconhecer,
e assim conhecer. Ir conhecendo...
É divertido sermos conscientes dos nossos papeis, de observador e de observado,
e não nos preocuparmos em esconder essa consciência, sem nunca a denunciarmos.
Estamos expostos e sem vergonha, confortáveis com o silêncio,
saciados com o diálogo mudo não evidenciado.
É o que é e será sempre assim, até um dia em que mudemos de rotina.
Não se quer mais, mas não se quer menos.
Quer-se, assim.
E há tão mais a dizer, de uma coisa tão simples...
Afinal, partilhamos um metro e alimentamos a viagem na curiosidade e interesse que os outros não provocaram em nós. É estranho, mas simples.
Somos quase amigos.
Não há nada de psicopata ou psicótico na forma como sorrimos interiormente quando apanhamos aquele lugar... É realmente simples, ao ponto de ser difícil de explicar.
Quase amigos não... Conhecidos da alma. Parece que nos vemos, em essências.
Mas a simplicidade é impossível de exprimir... Passa as letras e as palavras, que envolvem um esforço e daí deixam de ser puras de simplicidade...
A nossa ligação não se explica com medo de se pisar, calcar, dar uma força ou ideia erradas... é como a ténue linha que separa as nossas rotinas... visitamo-la, sem nunca a pisar, e ela deixa-nos fazer parte da rotina do outro sem nos deixar entrar.
É simples por ser aceite na sua casualidade, sendo porém estranhada a sua falta.
Está e vive do e no quase toque, quase 'olá', quase abraço, quase riso, gozo partilhado... Está na ideia de tudo isso e na ideia de que nada disso seria igual se se perdesse o quase, mas mais uma vez, o quase é o tudo.
Um dia a rotina vai mudar e vai perder-se tudo, e assim o quase que é o tudo.
Mas não importa, é quase inevitável e não vamos atrás de nada, porque tudo sempre foi o que foi acontecendo, livre de qualquer esforço que não o caminhar mais apressado, meio inconsciente, que às vezes reparamos caminhar.
Quer dizer... não se vai perder tudo. Continuamos ligados pelo buraco da despedida não despedida que saberemos mútuo.
Monday, May 10, 2010
Sunday, May 09, 2010
Thursday, May 06, 2010
Wednesday, April 28, 2010
Aqui e agora é o que é. E é que é.
Aqui e agora não preciso de mais nada. Era só abrir a porta e sair, e ir, sempre. As perspectivas e expectativas de tudo são o calor e o frio, os abraços e os arranhões, e as pessoas, e os diálogos, os cheiros e as cores das coisas. Essências. Essências que dão pontapés à rotina de ontem, de hoje, de amanhã... Às preocupações e às obrigações sem sentido, porque o sem sentido que é isto tudo só perde no viver dessa ordem estipulada. Quero viver da partilha e hoje não acredito em utopias, se esta música vale muito mais do que qualquer contra-argumento... e vale. Esta música hoje vale tudo, e é tudo o que vale a pena. Está bom tempo, alguém dê uma festa. E festa é só um nome para uma partilha de essências qualquer. Não é preciso bolo. Alguém dê uma festa para sempre... É só fazerem-me crer que aqui e agora é o que é, então é, e vai ser.
Não quero olhar para o relógio daqui a pouco e pensar que tenho de me ir deitar porque amanhã tenho de acordar, e enquanto isso, passam-se os milhões de essências que me fazem querer deitar fora a minha televisão de não sei quantas polegadas, porque a verdadeira escala do grande não a faz parecer pequena, mas sim uma ridícula inexistência...de uma dimensão de linguagem diferente... Não quero olhar para alguém na rua e seguir caminho com um diálogo hipotético como música de fundo, porque não se fala com estranhos, mesmo que o tornar real desse hipotético diálogo represente um abrir infinito de portas e de caminhos e de possibilidades que nunca vamos conhecer porque decidimos que o calor e o frio, e as pessoas, o risco e os diálogos não se sobrepunham ao código "do ser". Eu queria ser, ser.
Aqui e agora é o que é. E é que é.
O pior é: "E podia ser."
Aqui e agora não preciso de mais nada. Era só abrir a porta e sair, e ir, sempre. As perspectivas e expectativas de tudo são o calor e o frio, os abraços e os arranhões, e as pessoas, e os diálogos, os cheiros e as cores das coisas. Essências. Essências que dão pontapés à rotina de ontem, de hoje, de amanhã... Às preocupações e às obrigações sem sentido, porque o sem sentido que é isto tudo só perde no viver dessa ordem estipulada. Quero viver da partilha e hoje não acredito em utopias, se esta música vale muito mais do que qualquer contra-argumento... e vale. Esta música hoje vale tudo, e é tudo o que vale a pena. Está bom tempo, alguém dê uma festa. E festa é só um nome para uma partilha de essências qualquer. Não é preciso bolo. Alguém dê uma festa para sempre... É só fazerem-me crer que aqui e agora é o que é, então é, e vai ser.
Não quero olhar para o relógio daqui a pouco e pensar que tenho de me ir deitar porque amanhã tenho de acordar, e enquanto isso, passam-se os milhões de essências que me fazem querer deitar fora a minha televisão de não sei quantas polegadas, porque a verdadeira escala do grande não a faz parecer pequena, mas sim uma ridícula inexistência...de uma dimensão de linguagem diferente... Não quero olhar para alguém na rua e seguir caminho com um diálogo hipotético como música de fundo, porque não se fala com estranhos, mesmo que o tornar real desse hipotético diálogo represente um abrir infinito de portas e de caminhos e de possibilidades que nunca vamos conhecer porque decidimos que o calor e o frio, e as pessoas, o risco e os diálogos não se sobrepunham ao código "do ser". Eu queria ser, ser.
Aqui e agora é o que é. E é que é.
O pior é: "E podia ser."
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