Como é que pode não soar piroso dizer: "Beija-me já."?
Impossível... Mas beija-me, caralho! Urgente!
Mata-me o interesse de vez, por favor, que estou farta de chegar e procurar por ti, que estou farta de pesar cada frase, cada gesto, cada acção minha na balança do que podes achar... Não gosto de fazer coisas em função de ti, depois sinto-me mal, não pareço eu. Quero-me de volta.
Vamos resolver este negócio agora. Depois fica cocó. Vais à tua vida, vou à minha vida, porque já não vai ter piada ou porque vai ficar estranho, porque os teus defeitos vão tornar-se reais no descobrir, no decifrar do que os fazia parecer não mais do que pequenas peculiaridades do que és... Tenho-me de volta e doi-me um bocadinho de força não te ter, mas tudo bem. Desde que me tenha de volta... Podia mandar tudo para o lixo já, já, já, mas... Mas só quero não te ter depois de ter tido! Urgente. Antes que te afaste com a loucura que não sou, que me fazes ser...
Porquê que às vezes pareces tão perto? Fogo, sai. Ninguém pode estar tão perto e ir embora logo a seguir. Tic-tac, não quero perder mais tempo com... com isto, nem voltar a escrever textos deste género deprimente e piroso. Tu, tu aí, olha um sinal, alerta, atenção, isto é um sinal... Sim, força. TIC-TAC, isto é urgente e está em contagem decrescente. Não queria deixar-te ir sem te ter tido mesmo que só por... Olha, um beijo podia resolver tudo, se calhar, por exemplo... Quero as minhas ideias no sítio... Este limbo entre o platónico e o que podia ser real, não é para mim.
Repara, entende que deitava tudo fora se te pudesse ter agora... Preciso, troco pelo resto.
Tuesday, April 27, 2010
Friday, April 23, 2010
Hoje tá noite.
Noite de estar de t-shirt e de ir para a rua.
É isso, hoje está noite de rua.
Ou de terraço.
Está noite de pouca gente que é muita gente
E de um jantar que "é a noite".
Está noite de cheirar bem e de inspirar profundamente...
Noite de sentir o apertozinho da euforia daquela simples felicidade,
ou o que é.
Também está noite de instrospecção,
mas na rua, ou no terraço.
De despreocupadas narrativas imaginadas
No prazer da brisa, no calor sobrante de horas passadas...
Gosto da calma desta noite,
Não está noite de NOITE
Era só cerveja e conversas, e música
Uma música de fundo perfeita, qualquer,
Da atmosfera...
Era isso, ou bastava-me o insipirar
sozinha,
das narrativas imaginadas de tudo isso.
O teu abraço também era bom,
E passearmos só, por aí,
ou ali à beira do rio, que tal?
Está noite de querer bem a tudo
E de lembrar histórias de tudo.
Quero dar abraços e se calhar ir correr até me cansar.
Não sei se já disse, mas o teu abraço também era bom
Se calhar até está noite de sexo.
Noite de estar de t-shirt e de ir para a rua.
É isso, hoje está noite de rua.
Ou de terraço.
Está noite de pouca gente que é muita gente
E de um jantar que "é a noite".
Está noite de cheirar bem e de inspirar profundamente...
Noite de sentir o apertozinho da euforia daquela simples felicidade,
ou o que é.
Também está noite de instrospecção,
mas na rua, ou no terraço.
De despreocupadas narrativas imaginadas
No prazer da brisa, no calor sobrante de horas passadas...
Gosto da calma desta noite,
Não está noite de NOITE
Era só cerveja e conversas, e música
Uma música de fundo perfeita, qualquer,
Da atmosfera...
Era isso, ou bastava-me o insipirar
sozinha,
das narrativas imaginadas de tudo isso.
O teu abraço também era bom,
E passearmos só, por aí,
ou ali à beira do rio, que tal?
Está noite de querer bem a tudo
E de lembrar histórias de tudo.
Quero dar abraços e se calhar ir correr até me cansar.
Não sei se já disse, mas o teu abraço também era bom
Se calhar até está noite de sexo.
Tuesday, November 24, 2009
Obrigada, Pessoa, por teres existido.
Assim sei que alguém teria compreendido.
Enquanto não me encontro em nenhum caco de mim, encontro-me uma certa essência quando cada um deles chora ao som desta música na aceitação do inevitável. Mas não é um choro febril, nem desesperado.
É um choro calmo, de fim de filme, e o nó na garganta já desapareceu.
Quero dar-me, mas não sei como.
Não sei quem sou, mas acho que nunca vou saber. E o mais perto a que consigo chegar de qualquer verdade, é que talvez seja isso a única coisa concreta que sei de mim.
Qual é o todo em mim? A base do que sou?
Só me vejo fora da consciência que pensa aqui dentro.
Assim sei que alguém teria compreendido.
Enquanto não me encontro em nenhum caco de mim, encontro-me uma certa essência quando cada um deles chora ao som desta música na aceitação do inevitável. Mas não é um choro febril, nem desesperado.
É um choro calmo, de fim de filme, e o nó na garganta já desapareceu.
Quero dar-me, mas não sei como.
Não sei quem sou, mas acho que nunca vou saber. E o mais perto a que consigo chegar de qualquer verdade, é que talvez seja isso a única coisa concreta que sei de mim.
Qual é o todo em mim? A base do que sou?
Só me vejo fora da consciência que pensa aqui dentro.
Friday, November 20, 2009
"Todo amor que houver nessa vida"
Haha haverá melhor início de música do que:
"eu quero a sorte de um amor tranquilo/com sabor de fruta mordida/nós na batida, no embalo da rede/matando a sede na saliva", num groove com sotaque brasileiro e "sabor de fruta mordida?" é genial!
Haver há, mas aqui e agora é o melhor início de música de sempre.
"eu quero a sorte de um amor tranquilo/com sabor de fruta mordida/nós na batida, no embalo da rede/matando a sede na saliva", num groove com sotaque brasileiro e "sabor de fruta mordida?" é genial!
Haver há, mas aqui e agora é o melhor início de música de sempre.
Monday, November 16, 2009
"Está um frio..."
Mas não do tipo "'EI MEU, TÁ UM FRIO!!". Nesses, mal se acaba de se referir o facto, aperta-se mais o casaco, as maos escondem-se nos bolsos ou fecham-se uma na outra à espera do calor mútuo e do vapor da boca, e apressa-se o passo para se chegar bem rápido à lareira e ao chocolate quente. Esse é o frio que nos faz gostar do Inverno.
Hoje está um frio que nos congela tudo. Está um frio que nos deixa imóveis porque é demasiado forte, escusamos de ir buscar os casacos. Está um frio que se apoderou de toda a gente e que faz, por isso, com que toda a gente reaja com apatia aos "Está um frio", que já ninguém se esforça por fazer ouvir mais do que a um qualquer outro som destructivo.
Para mim hoje ainda é ontem, ou ontem é hoje, não dormi na noite passada... não durmo há não sei quantas horas, mas porque não tenho sono. só frio. Um frio tão grande que mesmo que pudesse ser outra coisa qualquer, era frio. Era melhor dormir esta noite, mas preciso de uma picareta, que tou aqui um bocado...
Pessoal, alguém?
Eei...!
Azar, também pra quê que vou pra cama se o que tenho é frio e se sei que por mais cobertores que use ele não se vai embora.
Vou ficar aqui, quietinha, com um frio de morte, numa meditação insconsciente que o mantém abstracto, embora presente, inevitavelmete e para sempre, como se me tratasse de um soldado a quem calhou passar a noite em vigia, sozinho. É claro que esta noite ninguém vai atacar, mas o que pode ele fazer?... Tem, inevitavelmente de ir procurando inovar, de posição desconfortável, em posição desconfortável, para o tempo passar sem que morra de frio.
Ah, e claro que aquela noite dura para sempre.
(As coisas não têm de ter sentido)
Mas não do tipo "'EI MEU, TÁ UM FRIO!!". Nesses, mal se acaba de se referir o facto, aperta-se mais o casaco, as maos escondem-se nos bolsos ou fecham-se uma na outra à espera do calor mútuo e do vapor da boca, e apressa-se o passo para se chegar bem rápido à lareira e ao chocolate quente. Esse é o frio que nos faz gostar do Inverno.
Hoje está um frio que nos congela tudo. Está um frio que nos deixa imóveis porque é demasiado forte, escusamos de ir buscar os casacos. Está um frio que se apoderou de toda a gente e que faz, por isso, com que toda a gente reaja com apatia aos "Está um frio", que já ninguém se esforça por fazer ouvir mais do que a um qualquer outro som destructivo.
Para mim hoje ainda é ontem, ou ontem é hoje, não dormi na noite passada... não durmo há não sei quantas horas, mas porque não tenho sono. só frio. Um frio tão grande que mesmo que pudesse ser outra coisa qualquer, era frio. Era melhor dormir esta noite, mas preciso de uma picareta, que tou aqui um bocado...
Pessoal, alguém?
Eei...!
Azar, também pra quê que vou pra cama se o que tenho é frio e se sei que por mais cobertores que use ele não se vai embora.
Vou ficar aqui, quietinha, com um frio de morte, numa meditação insconsciente que o mantém abstracto, embora presente, inevitavelmete e para sempre, como se me tratasse de um soldado a quem calhou passar a noite em vigia, sozinho. É claro que esta noite ninguém vai atacar, mas o que pode ele fazer?... Tem, inevitavelmente de ir procurando inovar, de posição desconfortável, em posição desconfortável, para o tempo passar sem que morra de frio.
Ah, e claro que aquela noite dura para sempre.
(As coisas não têm de ter sentido)
Thursday, November 12, 2009
Está tudo preso
Está tudo tão preso. E tudo preso como tudo... Acho que doi; mas não como tudo, se não tinha a certeza... Doi constantemente, mas não como tudo porque, não sei como, a dor aguda que devia sentir é apaziguada por um maldito insconsciente sentimento de conformismo ou de aceitação da fatalidade do... Disto. Disto: Não sinto.
E por isso o que quero mesmo é dor aguda. Por favor, quero que doa muito... Quero ter de pontapear portas e de socar paredes de tanto que doi. Quero sentir, troquem-me as pilhas que eu pago.
Quem me deu um analgésico para a vida se eu não pedi nada?
Está tudo preso, mas não sei onde, se calhar numa esquina ou num caixote, ou numa fracção de infinito que nunca encontrarei para poder sequer tentar devolver-me à liberdade.
É isso, queria devolver-me à liberdade. É que eu já andei lá... No tempo em que fazia coisas e em que corria, andava, e desfilava num rebolar ridículo, se quisesse. Não deambulava. Agora deambulo, só deambulo por aí, enquanto ando para o carro, enquanto corro para o autocarro, enquanto engano todos com as demonstrações mecanizadas de emoções que se tornaram parte da rotina. (Não me posso esquecer dos post-its para amanhã!)
O que é que se passa com as coisas que já não provocam nada? Por favor, quero sentir um valente estalo, um beijo violento, um orgasmo que não traga a sensação de fingido a um grito verdadeiro... Um frio de morte também serve, que o Natal é já para o mês que vem, e eu sentia-o. Quero sentir a música e deixar de bater o pé ao ritmo das lembranças daquilo que é "o que se faz".
Será que me desapaixonei da vivência máxima do sem sentido?
Quero devolver-me à liberdade. Lá, eu aceitava a vivência no rebentar de essências, vivia-as como balões que nos rebentam na cara. Muitos, seguidos.
E o sem sentido não interessava nada se para mim, sei lá, me bastava cheiro do teu shampô.
Sinto-me a sombra daquilo que julgava ser e tenho medo de não conseguir encontrar a esquina, ou o caixote... Haha, não é nada disso. Sei bem que aquilo de que tenho medo é de não haver uma esquina ou um caixote, por isso finjo preocupar-me com a sua brincadeira de esconde-esconde porque para se esconderem têm de existir, e isso é o que interessa, que estejam onde estiverem, estejam...
Acho que não está tudo preso, desapareceu foi tudo.
Vai-se a ver e eu, simplesmente, fui-me.
E por isso o que quero mesmo é dor aguda. Por favor, quero que doa muito... Quero ter de pontapear portas e de socar paredes de tanto que doi. Quero sentir, troquem-me as pilhas que eu pago.
Quem me deu um analgésico para a vida se eu não pedi nada?
Está tudo preso, mas não sei onde, se calhar numa esquina ou num caixote, ou numa fracção de infinito que nunca encontrarei para poder sequer tentar devolver-me à liberdade.
É isso, queria devolver-me à liberdade. É que eu já andei lá... No tempo em que fazia coisas e em que corria, andava, e desfilava num rebolar ridículo, se quisesse. Não deambulava. Agora deambulo, só deambulo por aí, enquanto ando para o carro, enquanto corro para o autocarro, enquanto engano todos com as demonstrações mecanizadas de emoções que se tornaram parte da rotina. (Não me posso esquecer dos post-its para amanhã!)
O que é que se passa com as coisas que já não provocam nada? Por favor, quero sentir um valente estalo, um beijo violento, um orgasmo que não traga a sensação de fingido a um grito verdadeiro... Um frio de morte também serve, que o Natal é já para o mês que vem, e eu sentia-o. Quero sentir a música e deixar de bater o pé ao ritmo das lembranças daquilo que é "o que se faz".
Será que me desapaixonei da vivência máxima do sem sentido?
Quero devolver-me à liberdade. Lá, eu aceitava a vivência no rebentar de essências, vivia-as como balões que nos rebentam na cara. Muitos, seguidos.
E o sem sentido não interessava nada se para mim, sei lá, me bastava cheiro do teu shampô.
Sinto-me a sombra daquilo que julgava ser e tenho medo de não conseguir encontrar a esquina, ou o caixote... Haha, não é nada disso. Sei bem que aquilo de que tenho medo é de não haver uma esquina ou um caixote, por isso finjo preocupar-me com a sua brincadeira de esconde-esconde porque para se esconderem têm de existir, e isso é o que interessa, que estejam onde estiverem, estejam...
Acho que não está tudo preso, desapareceu foi tudo.
Vai-se a ver e eu, simplesmente, fui-me.
Monday, November 02, 2009
Procrastinação implacável
Devia ter feito coisas há semanas...
Devia estar a fazer essas coisas...
Essas coisas são para amanhã.
O dia tem 24 horas, e eu aqui.
O verdadeiro procrastinador sabe que o tempo se está a esgotar, mas ainda assim mantém um quase inconsciente sentimento de que enquanto há tempo, dá tempo. E não se importa de parar para lanchar no sofá e de ver uma série até ao fim.
Devia estar a fazer essas coisas...
Essas coisas são para amanhã.
O dia tem 24 horas, e eu aqui.
O verdadeiro procrastinador sabe que o tempo se está a esgotar, mas ainda assim mantém um quase inconsciente sentimento de que enquanto há tempo, dá tempo. E não se importa de parar para lanchar no sofá e de ver uma série até ao fim.
Tuesday, October 27, 2009
Aposto que estavas no fim da outra carruagem.
Aposto que te perdi na multidão que caminhava mecanicamente apressada no sentido inverso àquele para onde ia a multidão onde eu perdia o meu pensamento na pressa mecanizada dos meus passos.
Também devias ser tu com o jornal à frente da cara no banco de jardim, e tu no elevador que subia quando "chamei" um para o rés-do-chão...
Enquanto era tempo.
Por isso está tudo igual... Tudo igual não, vamos lá ser sensatos... ("Bora lá ser então, manda aí alta sensatez!")
Afinal das oportunidades que perdemos vêm oportunidades que ganhamos, não é? Se bem que eu preferia... tu sabes... "Sentir que a minha vida tinha mudado" pelo nosso feliz acaso. Porque nos tínhamos encontrado tão vulneráveis que as nossas essências se tinham visto para além de nós. Porque tinha sentido que o acaso de um momento era razão suficiente para as coisas serem... Para o ser das coisas. Para mudar tudo, para questionar tudo. Para deitar tudo ao lixo sem deitar nada a perder. One shot baby.
"Man", às vezes sentimos que perdemos o barco que tínhamos de apanhar. Era ali, real, naquele segundo! Vá lá, põe um pé, agora o outro, rápido, não vaciles, sem olhar para trás. Está? Está, 'tás dentro!
Estou fora. E era aquele.
Há outros barcos, mais barcos, e se calhar alguns até vão para o mesmo sítio, mas o caminho nunca é o mesmo... Sabes como é, são como nós... Apanham e perdem certos acasos... Azar, agora é tarde também. Já não somos os mesmos momentos de nós.
Tempo certo, hora certa, éramos certos. One shot baby. You don't get that twice in life.
Faltou-nos a coragem para pôr o outro pé.
Aposto que te perdi na multidão que caminhava mecanicamente apressada no sentido inverso àquele para onde ia a multidão onde eu perdia o meu pensamento na pressa mecanizada dos meus passos.
Também devias ser tu com o jornal à frente da cara no banco de jardim, e tu no elevador que subia quando "chamei" um para o rés-do-chão...
Enquanto era tempo.
Por isso está tudo igual... Tudo igual não, vamos lá ser sensatos... ("Bora lá ser então, manda aí alta sensatez!")
Afinal das oportunidades que perdemos vêm oportunidades que ganhamos, não é? Se bem que eu preferia... tu sabes... "Sentir que a minha vida tinha mudado" pelo nosso feliz acaso. Porque nos tínhamos encontrado tão vulneráveis que as nossas essências se tinham visto para além de nós. Porque tinha sentido que o acaso de um momento era razão suficiente para as coisas serem... Para o ser das coisas. Para mudar tudo, para questionar tudo. Para deitar tudo ao lixo sem deitar nada a perder. One shot baby.
"Man", às vezes sentimos que perdemos o barco que tínhamos de apanhar. Era ali, real, naquele segundo! Vá lá, põe um pé, agora o outro, rápido, não vaciles, sem olhar para trás. Está? Está, 'tás dentro!
Estou fora. E era aquele.
Há outros barcos, mais barcos, e se calhar alguns até vão para o mesmo sítio, mas o caminho nunca é o mesmo... Sabes como é, são como nós... Apanham e perdem certos acasos... Azar, agora é tarde também. Já não somos os mesmos momentos de nós.
Tempo certo, hora certa, éramos certos. One shot baby. You don't get that twice in life.
Faltou-nos a coragem para pôr o outro pé.
Monday, October 26, 2009
Essa bossa com feeling
Quero essa bossa... Essa, de sensualidades sussuradas.. Tão groovy... Quase sambável. Dá-me essa bossa por favor. Tão de tanta gente e tão só nossa.
Tão grande.
Dá-ma que quero trocar de interior, enche-me daquele sorriso eufórico, que está em todo o lado. Ou lá o que é que está em todo o lado... Tu sabes... se inspirares muito de força também sentes. Está lá dentro.
Dá-me essa bossa que ela faz-me sentir que sim. Só assim.
Assim chega, vem, vamos curtir uma bossinha...
Uma bossinha que é o segredo das coisas.
Tão grande.
Dá-ma que quero trocar de interior, enche-me daquele sorriso eufórico, que está em todo o lado. Ou lá o que é que está em todo o lado... Tu sabes... se inspirares muito de força também sentes. Está lá dentro.
Dá-me essa bossa que ela faz-me sentir que sim. Só assim.
Assim chega, vem, vamos curtir uma bossinha...
Uma bossinha que é o segredo das coisas.
Friday, June 19, 2009
Dissertações acerca de coisas dissertáveis I
Hoje pensei se seria uma fraude.
Hoje pensei que a arte é, mais do que o seu resultado final, mais do que a forma pela qual se apresenta, o processo intelectual, emocional, abstracto que envolve a sua criação a cada momento... o todo que começa na mente e acaba na mente, passando do imaterial ao material em momentos eféremos de abstracção sentida sem consciência, que só esse sentir é real..."
Hoje pensei no sentido das coisas. Nos mesmos problemas existenciais e metafísicos de sempre. Pensei que nada me interessava para além da sua simplicidade, que a complexidade é uma necessidade pois o simples parece aparente. Superficial. Sem sentido.
Voltei a concluir que as coisas são porque sim.
Mas não me importo com isso.
O conformismo quanto ao (não-)sentido da existência não implica um conformismo quanto à forma como vivemos. Pelo contrário. Mostra-nos tudo tão absurdo que EU só quero viver com o rebentar de essências no mais insignificante gesto.
Entre outras coisas.
Hoje pensei se seria uma fraude.
Hoje pensei que a arte é, mais do que o seu resultado final, mais do que a forma pela qual se apresenta, o processo intelectual, emocional, abstracto que envolve a sua criação a cada momento... o todo que começa na mente e acaba na mente, passando do imaterial ao material em momentos eféremos de abstracção sentida sem consciência, que só esse sentir é real..."
Hoje pensei no sentido das coisas. Nos mesmos problemas existenciais e metafísicos de sempre. Pensei que nada me interessava para além da sua simplicidade, que a complexidade é uma necessidade pois o simples parece aparente. Superficial. Sem sentido.
Voltei a concluir que as coisas são porque sim.
Mas não me importo com isso.
O conformismo quanto ao (não-)sentido da existência não implica um conformismo quanto à forma como vivemos. Pelo contrário. Mostra-nos tudo tão absurdo que EU só quero viver com o rebentar de essências no mais insignificante gesto.
Entre outras coisas.
Thursday, March 05, 2009
chill out
o verdadeiro chill out é um fechar de olhos com portishead numa noite quente em que as janelas do quarto ficam abertas e estamos deitados na cama com as mãos atrás da cabeça.
Wednesday, November 19, 2008
Agora apetecia-me que fosse verão.
Apetecia-me ter chegado da praia com a cara vermelha e os olhos ainda a arder, com a descida da noite como pano de fundo... com a poeira das ruas a cobrirem-me os pés, muitas vezes descalços, quando os chinelos se ficam a balançar nos dedos das mãos... Queria sentir aquela temperatura do ar... e das coisas... Que parece estar tudo parado e ser tudo o mesmo... Um cenário infinito com uma música calma que se repete com o arrastar do corpo. Queria deixar-me ir e deixar-me ficar. Fechar os olhos e deambular pela estrada de terra que é a margem da ria. E olhá-la. Estática, com dois barcos perdidos na companhia dos seus reflexos e não me preocupar com nada, total despojamento porque nada pode ser mais do que aquele captar de essência.
Apetecia-me ter chegado da praia com a cara vermelha e os olhos ainda a arder, com a descida da noite como pano de fundo... com a poeira das ruas a cobrirem-me os pés, muitas vezes descalços, quando os chinelos se ficam a balançar nos dedos das mãos... Queria sentir aquela temperatura do ar... e das coisas... Que parece estar tudo parado e ser tudo o mesmo... Um cenário infinito com uma música calma que se repete com o arrastar do corpo. Queria deixar-me ir e deixar-me ficar. Fechar os olhos e deambular pela estrada de terra que é a margem da ria. E olhá-la. Estática, com dois barcos perdidos na companhia dos seus reflexos e não me preocupar com nada, total despojamento porque nada pode ser mais do que aquele captar de essência.
Thursday, October 02, 2008
Saturday, May 10, 2008
Tuesday, April 15, 2008
que semana.
respirei (realmente)!
respirei
as recordações dos risos,
das noites ao relento... dos banhos...
dos momentos únicos e da música...
e das conversas que deixaram a voz para trás, no último dia
perdida no calor abrasador da tarde
e relaxante do meio da noite...
o ar não se esgotou sem lembrar
o corpo com sal, no sol dos regressos a casa
e os pés descalços no chão,
que vagueavam, sem destino...
(naquela alegre nostalgia)
por fim, as memórias das sestas despreocupadas na relva
foram abaladas pelo regresso da botija de oxigénio
o despertar da contagem decrescente
respirei (realmente)!
respirei
as recordações dos risos,
das noites ao relento... dos banhos...
dos momentos únicos e da música...
e das conversas que deixaram a voz para trás, no último dia
perdida no calor abrasador da tarde
e relaxante do meio da noite...
o ar não se esgotou sem lembrar
o corpo com sal, no sol dos regressos a casa
e os pés descalços no chão,
que vagueavam, sem destino...
(naquela alegre nostalgia)
por fim, as memórias das sestas despreocupadas na relva
foram abaladas pelo regresso da botija de oxigénio
o despertar da contagem decrescente
Friday, April 11, 2008
o nariz parece estar entupido
mas não tenho bem a certeza
porque a mente não está muito clara
e deambula entre significados e conceitos...
aceita só um empirismo de sentidos, que não relaciona
escreve sem pensar nas anteriores,
palavra após palavra... e mais uma,
e a próxima.
a voz podia tirar as dúvidas todas...
soa diferente com o nariz entupido.
mas a voz... essa desapareceu já também.
(VIRUS sacaninha)
mas não tenho bem a certeza
porque a mente não está muito clara
e deambula entre significados e conceitos...
aceita só um empirismo de sentidos, que não relaciona
escreve sem pensar nas anteriores,
palavra após palavra... e mais uma,
e a próxima.
a voz podia tirar as dúvidas todas...
soa diferente com o nariz entupido.
mas a voz... essa desapareceu já também.
(VIRUS sacaninha)
Wednesday, March 12, 2008
afinal só escondeste... arrumaste, e quiseste pensar que estava 'arrumado'
até que, num momento (num segundo)...
o inevitável!
e do chão para fios presos às núvens,
a segurança transformou-se em vulnerabilidade
e a certeza em incerteza, ou numa certeza contrária
(viste-o...
do outro lado, com outras pessoas)
as palpitações e a euforia encheram-te o peito,
naquela velha explosão incontrolável de emoções.
fingiste alguma calma, indiferença
tentaste encarar tudo (e encará-lo) como todos os outros
mas sabias, apesar de tentares esconder,
que já não vias ou sentias mais nada...
ou nada mais do que o tanto que era 'aquilo'...
as palavras deixavam de fazer sentido
e as pessoas à tua volta deixavam de interessar...
olhas novamente...já impotente!
finges ponderar, por nada mais do que descargo de consciência...
(é que já sabes bem o que queres...)
e então
trocas as memórias dos desfechos passados
pela desculpa do efémero.
CEDES (oficializas)
"precisavas de mais tempo"
mas de certeza que por mais tempo que tivesses tido
tudo voltaria a acontecer
da mesma maneira...
pela centésima vez...
porque é assim que ele é...
e é assim que tu és quando ele...
quando no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse.
ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem,
a sujidade do chão,
os pobres e os ricos, e as diferenças.
o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...
no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez
para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz
e não há nada a fazer...
até que, num momento (num segundo)...
o inevitável!
e do chão para fios presos às núvens,
a segurança transformou-se em vulnerabilidade
e a certeza em incerteza, ou numa certeza contrária
(viste-o...
do outro lado, com outras pessoas)
as palpitações e a euforia encheram-te o peito,
naquela velha explosão incontrolável de emoções.
fingiste alguma calma, indiferença
tentaste encarar tudo (e encará-lo) como todos os outros
mas sabias, apesar de tentares esconder,
que já não vias ou sentias mais nada...
ou nada mais do que o tanto que era 'aquilo'...
as palavras deixavam de fazer sentido
e as pessoas à tua volta deixavam de interessar...
olhas novamente...já impotente!
finges ponderar, por nada mais do que descargo de consciência...
(é que já sabes bem o que queres...)
e então
trocas as memórias dos desfechos passados
pela desculpa do efémero.
CEDES (oficializas)
"precisavas de mais tempo"
mas de certeza que por mais tempo que tivesses tido
tudo voltaria a acontecer
da mesma maneira...
pela centésima vez...
porque é assim que ele é...
e é assim que tu és quando ele...
quando no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse.
ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem,
a sujidade do chão,
os pobres e os ricos, e as diferenças.
o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...
no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez
para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz
e não há nada a fazer...
Wednesday, February 20, 2008
e então no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse
ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem, a sujidade do chão, os pobres e os ricos, e as diferenças. o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...
no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz
ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem, a sujidade do chão, os pobres e os ricos, e as diferenças. o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...
no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz
Saturday, May 12, 2007
inspiras.
e o ar soluça em ti com cada vez mais força.
Pelo menos sentes...ainda que apenas
o nó na garganta e o teu choro quente...
vais à procura da vida,
porque não queres encarar q ela parte também...
esperas q suba o pano, esperas ver as estrelas
mas quando sobe não há nada atrás
abres a janela na esperança do sol...ou da lua
mas o que foi sol é agora cinzento.
e a lua já não brilha
na verdade...
atrás do pano o movimento continua,
e no céu o sol ainda é quente
e a lua ainda roda...
mas para ti...?
tinha passado a raiva momentânea
e a tristeza era tão mais forte.
e agora? como encarar o cinzento do céu...?
que afinal não é cinzento a não ser para ti
como encarar o vazio, q só tu sentes?
...vai custar, mas vais voltar a viver, por mais ingrato que tudo te possa parecer agora.
poema a uma pessoa que não conheço mas de quem ouvi falar, que me fez pensar
e o ar soluça em ti com cada vez mais força.
Pelo menos sentes...ainda que apenas
o nó na garganta e o teu choro quente...
vais à procura da vida,
porque não queres encarar q ela parte também...
esperas q suba o pano, esperas ver as estrelas
mas quando sobe não há nada atrás
abres a janela na esperança do sol...ou da lua
mas o que foi sol é agora cinzento.
e a lua já não brilha
na verdade...
atrás do pano o movimento continua,
e no céu o sol ainda é quente
e a lua ainda roda...
mas para ti...?
tinha passado a raiva momentânea
e a tristeza era tão mais forte.
e agora? como encarar o cinzento do céu...?
que afinal não é cinzento a não ser para ti
como encarar o vazio, q só tu sentes?
...vai custar, mas vais voltar a viver, por mais ingrato que tudo te possa parecer agora.
poema a uma pessoa que não conheço mas de quem ouvi falar, que me fez pensar
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