Tuesday, November 24, 2009

Obrigada, Pessoa, por teres existido.

Assim sei que alguém teria compreendido.



Enquanto não me encontro em nenhum caco de mim, encontro-me uma certa essência quando cada um deles chora ao som desta música na aceitação do inevitável. Mas não é um choro febril, nem desesperado.
É um choro calmo, de fim de filme, e o nó na garganta já desapareceu.

Quero dar-me, mas não sei como.
Não sei quem sou, mas acho que nunca vou saber. E o mais perto a que consigo chegar de qualquer verdade, é que talvez seja isso a única coisa concreta que sei de mim.

Qual é o todo em mim? A base do que sou?
Só me vejo fora da consciência que pensa aqui dentro.

1 comment:

Inês Oliveira said...

O Pessoa, ou outra qualquer (que não será qualquer,certamente)pessoa, que mereça o «p» maisusculo? ( duvida de sentidos)

é tão dificil descobrir-mo-nos, mais ainda até onde podemos/devemos conhecermo-nos, afinal tudo tem de ter sentido, ainda que para nós esse tenha de permanecer eternamente escondido para que sentido assim faça. Somo-nos excessivamente estranhos.