Wednesday, January 19, 2011

Não consegues pensar porque não vais assim como quem anda pela rua ou pela praia com os pés no mar, porque vais como quem anda na areia a pensar que lhe vão entrar três grãos para o meio dos dedos. Tira os sapatos, e as meias, e a roupa, mas se queres faz. Faz qualquer coisa, de sentido, sem sentido, com sentidos inerentes, sem sentido, que se foda. Sentido és tu em mim e areia no pé. E palavras desconexas que quero aprender que não são (palavras ou palavras desconexas, já escolho). São sons e significados e perdem-se sempre bocados na faca do pão. Barra/barra, a barra da ilha, molha os pés, na barra, barra as palavras no pão e perde bocados na faca, come o pão e lava a faca... A palavra não ficou mais fraca. Transformou-se tudo o que já não era mais do que a transformação de alguma coisa que tinha sido tudo o que não tinha sido mais do que a transformação de alguma outra coisa, que te diz que o big bang não interessa para nada na tua forma de compreender o mundo se o Lavoisier chegou à tua beira com um saco de gomas, e tu comeste as gomas e fizeste cocó em forma de ursinhos.
Limpa limpa limpa tudo, devolve-te a ti, dá, dá-te, a ti, e a quem for, dá como queres, dá tudo, dá não te quereres dar! Dou-te não te querer AMAR, pega, para ti. Limpa, então transforma... Qualquer coisa... Os gri-gris dos grilinhos aos nossos ouvidos são amplificados e esticados, pega, agora és pequenino, cheio de gigantes simpáticos por todos os lados. Ui que medo... É o que é e o que não é no que é e no que não é, é o que for, então segue, só, que é.

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