Aposto que estavas no fim da outra carruagem.
Aposto que te perdi na multidão que caminhava mecanicamente apressada no sentido inverso àquele para onde ia a multidão onde eu perdia o meu pensamento na pressa mecanizada dos meus passos.
Também devias ser tu com o jornal à frente da cara no banco de jardim, e tu no elevador que subia quando "chamei" um para o rés-do-chão...
Enquanto era tempo.
Por isso está tudo igual... Tudo igual não, vamos lá ser sensatos... ("Bora lá ser então, manda aí alta sensatez!")
Afinal das oportunidades que perdemos vêm oportunidades que ganhamos, não é? Se bem que eu preferia... tu sabes... "Sentir que a minha vida tinha mudado" pelo nosso feliz acaso. Porque nos tínhamos encontrado tão vulneráveis que as nossas essências se tinham visto para além de nós. Porque tinha sentido que o acaso de um momento era razão suficiente para as coisas serem... Para o ser das coisas. Para mudar tudo, para questionar tudo. Para deitar tudo ao lixo sem deitar nada a perder. One shot baby.
"Man", às vezes sentimos que perdemos o barco que tínhamos de apanhar. Era ali, real, naquele segundo! Vá lá, põe um pé, agora o outro, rápido, não vaciles, sem olhar para trás. Está? Está, 'tás dentro!
Estou fora. E era aquele.
Há outros barcos, mais barcos, e se calhar alguns até vão para o mesmo sítio, mas o caminho nunca é o mesmo... Sabes como é, são como nós... Apanham e perdem certos acasos... Azar, agora é tarde também. Já não somos os mesmos momentos de nós.
Tempo certo, hora certa, éramos certos. One shot baby. You don't get that twice in life.
Faltou-nos a coragem para pôr o outro pé.
Tuesday, October 27, 2009
Monday, October 26, 2009
Essa bossa com feeling
Quero essa bossa... Essa, de sensualidades sussuradas.. Tão groovy... Quase sambável. Dá-me essa bossa por favor. Tão de tanta gente e tão só nossa.
Tão grande.
Dá-ma que quero trocar de interior, enche-me daquele sorriso eufórico, que está em todo o lado. Ou lá o que é que está em todo o lado... Tu sabes... se inspirares muito de força também sentes. Está lá dentro.
Dá-me essa bossa que ela faz-me sentir que sim. Só assim.
Assim chega, vem, vamos curtir uma bossinha...
Uma bossinha que é o segredo das coisas.
Tão grande.
Dá-ma que quero trocar de interior, enche-me daquele sorriso eufórico, que está em todo o lado. Ou lá o que é que está em todo o lado... Tu sabes... se inspirares muito de força também sentes. Está lá dentro.
Dá-me essa bossa que ela faz-me sentir que sim. Só assim.
Assim chega, vem, vamos curtir uma bossinha...
Uma bossinha que é o segredo das coisas.
Friday, June 19, 2009
Dissertações acerca de coisas dissertáveis I
Hoje pensei se seria uma fraude.
Hoje pensei que a arte é, mais do que o seu resultado final, mais do que a forma pela qual se apresenta, o processo intelectual, emocional, abstracto que envolve a sua criação a cada momento... o todo que começa na mente e acaba na mente, passando do imaterial ao material em momentos eféremos de abstracção sentida sem consciência, que só esse sentir é real..."
Hoje pensei no sentido das coisas. Nos mesmos problemas existenciais e metafísicos de sempre. Pensei que nada me interessava para além da sua simplicidade, que a complexidade é uma necessidade pois o simples parece aparente. Superficial. Sem sentido.
Voltei a concluir que as coisas são porque sim.
Mas não me importo com isso.
O conformismo quanto ao (não-)sentido da existência não implica um conformismo quanto à forma como vivemos. Pelo contrário. Mostra-nos tudo tão absurdo que EU só quero viver com o rebentar de essências no mais insignificante gesto.
Entre outras coisas.
Hoje pensei se seria uma fraude.
Hoje pensei que a arte é, mais do que o seu resultado final, mais do que a forma pela qual se apresenta, o processo intelectual, emocional, abstracto que envolve a sua criação a cada momento... o todo que começa na mente e acaba na mente, passando do imaterial ao material em momentos eféremos de abstracção sentida sem consciência, que só esse sentir é real..."
Hoje pensei no sentido das coisas. Nos mesmos problemas existenciais e metafísicos de sempre. Pensei que nada me interessava para além da sua simplicidade, que a complexidade é uma necessidade pois o simples parece aparente. Superficial. Sem sentido.
Voltei a concluir que as coisas são porque sim.
Mas não me importo com isso.
O conformismo quanto ao (não-)sentido da existência não implica um conformismo quanto à forma como vivemos. Pelo contrário. Mostra-nos tudo tão absurdo que EU só quero viver com o rebentar de essências no mais insignificante gesto.
Entre outras coisas.
Thursday, March 05, 2009
chill out
o verdadeiro chill out é um fechar de olhos com portishead numa noite quente em que as janelas do quarto ficam abertas e estamos deitados na cama com as mãos atrás da cabeça.
Wednesday, November 19, 2008
Agora apetecia-me que fosse verão.
Apetecia-me ter chegado da praia com a cara vermelha e os olhos ainda a arder, com a descida da noite como pano de fundo... com a poeira das ruas a cobrirem-me os pés, muitas vezes descalços, quando os chinelos se ficam a balançar nos dedos das mãos... Queria sentir aquela temperatura do ar... e das coisas... Que parece estar tudo parado e ser tudo o mesmo... Um cenário infinito com uma música calma que se repete com o arrastar do corpo. Queria deixar-me ir e deixar-me ficar. Fechar os olhos e deambular pela estrada de terra que é a margem da ria. E olhá-la. Estática, com dois barcos perdidos na companhia dos seus reflexos e não me preocupar com nada, total despojamento porque nada pode ser mais do que aquele captar de essência.
Apetecia-me ter chegado da praia com a cara vermelha e os olhos ainda a arder, com a descida da noite como pano de fundo... com a poeira das ruas a cobrirem-me os pés, muitas vezes descalços, quando os chinelos se ficam a balançar nos dedos das mãos... Queria sentir aquela temperatura do ar... e das coisas... Que parece estar tudo parado e ser tudo o mesmo... Um cenário infinito com uma música calma que se repete com o arrastar do corpo. Queria deixar-me ir e deixar-me ficar. Fechar os olhos e deambular pela estrada de terra que é a margem da ria. E olhá-la. Estática, com dois barcos perdidos na companhia dos seus reflexos e não me preocupar com nada, total despojamento porque nada pode ser mais do que aquele captar de essência.
Thursday, October 02, 2008
Saturday, May 10, 2008
Tuesday, April 15, 2008
que semana.
respirei (realmente)!
respirei
as recordações dos risos,
das noites ao relento... dos banhos...
dos momentos únicos e da música...
e das conversas que deixaram a voz para trás, no último dia
perdida no calor abrasador da tarde
e relaxante do meio da noite...
o ar não se esgotou sem lembrar
o corpo com sal, no sol dos regressos a casa
e os pés descalços no chão,
que vagueavam, sem destino...
(naquela alegre nostalgia)
por fim, as memórias das sestas despreocupadas na relva
foram abaladas pelo regresso da botija de oxigénio
o despertar da contagem decrescente
respirei (realmente)!
respirei
as recordações dos risos,
das noites ao relento... dos banhos...
dos momentos únicos e da música...
e das conversas que deixaram a voz para trás, no último dia
perdida no calor abrasador da tarde
e relaxante do meio da noite...
o ar não se esgotou sem lembrar
o corpo com sal, no sol dos regressos a casa
e os pés descalços no chão,
que vagueavam, sem destino...
(naquela alegre nostalgia)
por fim, as memórias das sestas despreocupadas na relva
foram abaladas pelo regresso da botija de oxigénio
o despertar da contagem decrescente
Friday, April 11, 2008
o nariz parece estar entupido
mas não tenho bem a certeza
porque a mente não está muito clara
e deambula entre significados e conceitos...
aceita só um empirismo de sentidos, que não relaciona
escreve sem pensar nas anteriores,
palavra após palavra... e mais uma,
e a próxima.
a voz podia tirar as dúvidas todas...
soa diferente com o nariz entupido.
mas a voz... essa desapareceu já também.
(VIRUS sacaninha)
mas não tenho bem a certeza
porque a mente não está muito clara
e deambula entre significados e conceitos...
aceita só um empirismo de sentidos, que não relaciona
escreve sem pensar nas anteriores,
palavra após palavra... e mais uma,
e a próxima.
a voz podia tirar as dúvidas todas...
soa diferente com o nariz entupido.
mas a voz... essa desapareceu já também.
(VIRUS sacaninha)
Wednesday, March 12, 2008
afinal só escondeste... arrumaste, e quiseste pensar que estava 'arrumado'
até que, num momento (num segundo)...
o inevitável!
e do chão para fios presos às núvens,
a segurança transformou-se em vulnerabilidade
e a certeza em incerteza, ou numa certeza contrária
(viste-o...
do outro lado, com outras pessoas)
as palpitações e a euforia encheram-te o peito,
naquela velha explosão incontrolável de emoções.
fingiste alguma calma, indiferença
tentaste encarar tudo (e encará-lo) como todos os outros
mas sabias, apesar de tentares esconder,
que já não vias ou sentias mais nada...
ou nada mais do que o tanto que era 'aquilo'...
as palavras deixavam de fazer sentido
e as pessoas à tua volta deixavam de interessar...
olhas novamente...já impotente!
finges ponderar, por nada mais do que descargo de consciência...
(é que já sabes bem o que queres...)
e então
trocas as memórias dos desfechos passados
pela desculpa do efémero.
CEDES (oficializas)
"precisavas de mais tempo"
mas de certeza que por mais tempo que tivesses tido
tudo voltaria a acontecer
da mesma maneira...
pela centésima vez...
porque é assim que ele é...
e é assim que tu és quando ele...
quando no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse.
ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem,
a sujidade do chão,
os pobres e os ricos, e as diferenças.
o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...
no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez
para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz
e não há nada a fazer...
até que, num momento (num segundo)...
o inevitável!
e do chão para fios presos às núvens,
a segurança transformou-se em vulnerabilidade
e a certeza em incerteza, ou numa certeza contrária
(viste-o...
do outro lado, com outras pessoas)
as palpitações e a euforia encheram-te o peito,
naquela velha explosão incontrolável de emoções.
fingiste alguma calma, indiferença
tentaste encarar tudo (e encará-lo) como todos os outros
mas sabias, apesar de tentares esconder,
que já não vias ou sentias mais nada...
ou nada mais do que o tanto que era 'aquilo'...
as palavras deixavam de fazer sentido
e as pessoas à tua volta deixavam de interessar...
olhas novamente...já impotente!
finges ponderar, por nada mais do que descargo de consciência...
(é que já sabes bem o que queres...)
e então
trocas as memórias dos desfechos passados
pela desculpa do efémero.
CEDES (oficializas)
"precisavas de mais tempo"
mas de certeza que por mais tempo que tivesses tido
tudo voltaria a acontecer
da mesma maneira...
pela centésima vez...
porque é assim que ele é...
e é assim que tu és quando ele...
quando no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse.
ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem,
a sujidade do chão,
os pobres e os ricos, e as diferenças.
o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...
no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez
para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz
e não há nada a fazer...
Wednesday, February 20, 2008
e então no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse
ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem, a sujidade do chão, os pobres e os ricos, e as diferenças. o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...
no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz
ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem, a sujidade do chão, os pobres e os ricos, e as diferenças. o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...
no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz
Saturday, May 12, 2007
inspiras.
e o ar soluça em ti com cada vez mais força.
Pelo menos sentes...ainda que apenas
o nó na garganta e o teu choro quente...
vais à procura da vida,
porque não queres encarar q ela parte também...
esperas q suba o pano, esperas ver as estrelas
mas quando sobe não há nada atrás
abres a janela na esperança do sol...ou da lua
mas o que foi sol é agora cinzento.
e a lua já não brilha
na verdade...
atrás do pano o movimento continua,
e no céu o sol ainda é quente
e a lua ainda roda...
mas para ti...?
tinha passado a raiva momentânea
e a tristeza era tão mais forte.
e agora? como encarar o cinzento do céu...?
que afinal não é cinzento a não ser para ti
como encarar o vazio, q só tu sentes?
...vai custar, mas vais voltar a viver, por mais ingrato que tudo te possa parecer agora.
poema a uma pessoa que não conheço mas de quem ouvi falar, que me fez pensar
e o ar soluça em ti com cada vez mais força.
Pelo menos sentes...ainda que apenas
o nó na garganta e o teu choro quente...
vais à procura da vida,
porque não queres encarar q ela parte também...
esperas q suba o pano, esperas ver as estrelas
mas quando sobe não há nada atrás
abres a janela na esperança do sol...ou da lua
mas o que foi sol é agora cinzento.
e a lua já não brilha
na verdade...
atrás do pano o movimento continua,
e no céu o sol ainda é quente
e a lua ainda roda...
mas para ti...?
tinha passado a raiva momentânea
e a tristeza era tão mais forte.
e agora? como encarar o cinzento do céu...?
que afinal não é cinzento a não ser para ti
como encarar o vazio, q só tu sentes?
...vai custar, mas vais voltar a viver, por mais ingrato que tudo te possa parecer agora.
poema a uma pessoa que não conheço mas de quem ouvi falar, que me fez pensar
Saturday, September 02, 2006
desconhecido...o ambiente
(...jazz?)
o ambiente é assustador,
e fascina...
tão mais do que podes conter,
do que aquilo em que consegues acreditar
é sufocante, e sentes chegar o histerismo ao nó da garganta
queres sorrir? rir?
ou chorar e fugir?
tentas montar o filme...
o fumo, as lampadas a meia-luz
e as pessoas que parecem tão irreais
naqueles fatos e vestidos perfeitos
quem serão fora dali?
e será que é tudo uma encenação?
Sentes que te suga
e quando perdes o controlo do filme
abres a porta e corres
a rua naquela noite está a preto e branco
e o vento é frio
... queres que o nevoeiro te envolva
corres mais
a única luz é uma mancha
alta, de 3 em 3 metros
... é essa que vais seguir.
(só não sabes até onde)
mas é bom
é bom não te preocupares com nada
e sentires-te real, finalmente
a injecção da noite faz-te esquecer,
e o suor da ressaca é acalmado pelo nascer do sol
agora à noite, espetas-te num arame
que prendes ao candeeiro do quarto...
para não caires sequer no pensamento,
(daquele quadro sem moldura)
antes de adormeceres.
só que o arame não te impede de sonhar
o ambiente é assustador,
e fascina...
tão mais do que podes conter,
do que aquilo em que consegues acreditar
é sufocante, e sentes chegar o histerismo ao nó da garganta
queres sorrir? rir?
ou chorar e fugir?
tentas montar o filme...
o fumo, as lampadas a meia-luz
e as pessoas que parecem tão irreais
naqueles fatos e vestidos perfeitos
quem serão fora dali?
e será que é tudo uma encenação?
Sentes que te suga
e quando perdes o controlo do filme
abres a porta e corres
a rua naquela noite está a preto e branco
e o vento é frio
... queres que o nevoeiro te envolva
corres mais
a única luz é uma mancha
alta, de 3 em 3 metros
... é essa que vais seguir.
(só não sabes até onde)
mas é bom
é bom não te preocupares com nada
e sentires-te real, finalmente
a injecção da noite faz-te esquecer,
e o suor da ressaca é acalmado pelo nascer do sol
agora à noite, espetas-te num arame
que prendes ao candeeiro do quarto...
para não caires sequer no pensamento,
(daquele quadro sem moldura)
antes de adormeceres.
só que o arame não te impede de sonhar
Friday, July 28, 2006
Damn you
...
e foda-se este devaneio que faz parecer isto tudo uma narrativa sem poesia
merda estética e conteúdo de nada...
e tu também, desconhecido, que nem sei bem o que causas para além de me tirares a língua e prenderes o cérebro...
fode-te porque não sei se preferia o nada
(grito)
isto foi fingido, desta vez não me soube a berro, a liberdade...até ela me liga a ti
vejo-te em cada esquina, por vezes estás lá, por vezes é uma sombra, mas és tu na mesma
e eu não sei se gosto, mas não consigo não querer que sejas tu
.
e foda-se este devaneio que faz parecer isto tudo uma narrativa sem poesia
merda estética e conteúdo de nada...
e tu também, desconhecido, que nem sei bem o que causas para além de me tirares a língua e prenderes o cérebro...
fode-te porque não sei se preferia o nada
(grito)
isto foi fingido, desta vez não me soube a berro, a liberdade...até ela me liga a ti
vejo-te em cada esquina, por vezes estás lá, por vezes é uma sombra, mas és tu na mesma
e eu não sei se gosto, mas não consigo não querer que sejas tu
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