Tuesday, April 15, 2008

que semana.

respirei (realmente)!

respirei
as recordações dos risos,
das noites ao relento... dos banhos...
dos momentos únicos e da música...
e das conversas que deixaram a voz para trás, no último dia
perdida no calor abrasador da tarde
e relaxante do meio da noite...

o ar não se esgotou sem lembrar
o corpo com sal, no sol dos regressos a casa
e os pés descalços no chão,
que vagueavam, sem destino...
(naquela alegre nostalgia)

por fim, as memórias das sestas despreocupadas na relva
foram abaladas pelo regresso da botija de oxigénio


o despertar da contagem decrescente

Friday, April 11, 2008

o nariz parece estar entupido
mas não tenho bem a certeza
porque a mente não está muito clara
e deambula entre significados e conceitos...
aceita só um empirismo de sentidos, que não relaciona

escreve sem pensar nas anteriores,
palavra após palavra... e mais uma,
e a próxima.

a voz podia tirar as dúvidas todas...
soa diferente com o nariz entupido.
mas a voz... essa desapareceu já também.

(VIRUS sacaninha)

Friday, April 04, 2008

in the end it's all about the blues



os risos lá fora abafam o ar, já quente

Wednesday, March 12, 2008

afinal só escondeste... arrumaste, e quiseste pensar que estava 'arrumado'

até que, num momento (num segundo)...
o inevitável!

e do chão para fios presos às núvens,
a segurança transformou-se em vulnerabilidade
e a certeza em incerteza, ou numa certeza contrária



(viste-o...
do outro lado, com outras pessoas)


as palpitações e a euforia encheram-te o peito,
naquela velha explosão incontrolável de emoções.

fingiste alguma calma, indiferença
tentaste encarar tudo (e encará-lo) como todos os outros
mas sabias, apesar de tentares esconder,
que já não vias ou sentias mais nada...
ou nada mais do que o tanto que era 'aquilo'...
as palavras deixavam de fazer sentido
e as pessoas à tua volta deixavam de interessar...



olhas novamente...já impotente!
finges ponderar, por nada mais do que descargo de consciência...
(é que já sabes bem o que queres...)
e então
trocas as memórias dos desfechos passados
pela desculpa do efémero.



CEDES (oficializas)


"precisavas de mais tempo"
mas de certeza que por mais tempo que tivesses tido
tudo voltaria a acontecer
da mesma maneira...
pela centésima vez...


porque é assim que ele é...
e é assim que tu és quando ele...

quando no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse.


ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem,
a sujidade do chão,
os pobres e os ricos, e as diferenças.
o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...

no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez
para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz

e não há nada a fazer...

Wednesday, February 20, 2008

e então no meio da confusão surge! do nada e como se nada fosse

ele tem todo o poder.
o poder de fazer esquecer as bombas a rebentarem, a sujidade do chão, os pobres e os ricos, e as diferenças. o poder de o fazer quando ele aparece em todas essas coisas, e em cada uma delas na sua essência e ao mesmo tempo...

no meio da confusão e do caos ele aparece mais uma vez para lembrar ou para fazer esquecer tudo.
o fogo tranforma-se em penas esvoaçantes à volta do seu pescoço e o metal dos destroços em luz

Saturday, May 12, 2007

inspiras.
e o ar soluça em ti com cada vez mais força.
Pelo menos sentes...ainda que apenas
o nó na garganta e o teu choro quente...

vais à procura da vida,
porque não queres encarar q ela parte também...
esperas q suba o pano, esperas ver as estrelas
mas quando sobe não há nada atrás
abres a janela na esperança do sol...ou da lua
mas o que foi sol é agora cinzento.
e a lua já não brilha


na verdade...
atrás do pano o movimento continua,
e no céu o sol ainda é quente
e a lua ainda roda...

mas para ti...?
tinha passado a raiva momentânea
e a tristeza era tão mais forte.
e agora? como encarar o cinzento do céu...?
que afinal não é cinzento a não ser para ti
como encarar o vazio, q só tu sentes?
...vai custar, mas vais voltar a viver, por mais ingrato que tudo te possa parecer agora.





poema a uma pessoa que não conheço mas de quem ouvi falar, que me fez pensar

Saturday, September 02, 2006

desconhecido...o ambiente

(...jazz?)



o ambiente é assustador,
e fascina...
tão mais do que podes conter,
do que aquilo em que consegues acreditar
é sufocante, e sentes chegar o histerismo ao nó da garganta
queres sorrir? rir?
ou chorar e fugir?

tentas montar o filme...
o fumo, as lampadas a meia-luz
e as pessoas que parecem tão irreais
naqueles fatos e vestidos perfeitos

quem serão fora dali?

e será que é tudo uma encenação?
Sentes que te suga
e quando perdes o controlo do filme
abres a porta e corres

a rua naquela noite está a preto e branco
e o vento é frio
... queres que o nevoeiro te envolva

corres mais

a única luz é uma mancha
alta, de 3 em 3 metros
... é essa que vais seguir.
(só não sabes até onde)

mas é bom

é bom não te preocupares com nada
e sentires-te real, finalmente
a injecção da noite faz-te esquecer,
e o suor da ressaca é acalmado pelo nascer do sol


agora à noite, espetas-te num arame
que prendes ao candeeiro do quarto...
para não caires sequer no pensamento,
(daquele quadro sem moldura)
antes de adormeceres.

só que o arame não te impede de sonhar

Friday, July 28, 2006

Damn you

...

e foda-se este devaneio que faz parecer isto tudo uma narrativa sem poesia
merda estética e conteúdo de nada...
e tu também, desconhecido, que nem sei bem o que causas para além de me tirares a língua e prenderes o cérebro...


fode-te porque não sei se preferia o nada







(grito)


isto foi fingido, desta vez não me soube a berro, a liberdade...até ela me liga a ti
vejo-te em cada esquina, por vezes estás lá, por vezes é uma sombra, mas és tu na mesma
e eu não sei se gosto, mas não consigo não querer que sejas tu

.