Saturday, May 12, 2007

inspiras.
e o ar soluça em ti com cada vez mais força.
Pelo menos sentes...ainda que apenas
o nó na garganta e o teu choro quente...

vais à procura da vida,
porque não queres encarar q ela parte também...
esperas q suba o pano, esperas ver as estrelas
mas quando sobe não há nada atrás
abres a janela na esperança do sol...ou da lua
mas o que foi sol é agora cinzento.
e a lua já não brilha


na verdade...
atrás do pano o movimento continua,
e no céu o sol ainda é quente
e a lua ainda roda...

mas para ti...?
tinha passado a raiva momentânea
e a tristeza era tão mais forte.
e agora? como encarar o cinzento do céu...?
que afinal não é cinzento a não ser para ti
como encarar o vazio, q só tu sentes?
...vai custar, mas vais voltar a viver, por mais ingrato que tudo te possa parecer agora.





poema a uma pessoa que não conheço mas de quem ouvi falar, que me fez pensar

Saturday, September 02, 2006

desconhecido...o ambiente

(...jazz?)



o ambiente é assustador,
e fascina...
tão mais do que podes conter,
do que aquilo em que consegues acreditar
é sufocante, e sentes chegar o histerismo ao nó da garganta
queres sorrir? rir?
ou chorar e fugir?

tentas montar o filme...
o fumo, as lampadas a meia-luz
e as pessoas que parecem tão irreais
naqueles fatos e vestidos perfeitos

quem serão fora dali?

e será que é tudo uma encenação?
Sentes que te suga
e quando perdes o controlo do filme
abres a porta e corres

a rua naquela noite está a preto e branco
e o vento é frio
... queres que o nevoeiro te envolva

corres mais

a única luz é uma mancha
alta, de 3 em 3 metros
... é essa que vais seguir.
(só não sabes até onde)

mas é bom

é bom não te preocupares com nada
e sentires-te real, finalmente
a injecção da noite faz-te esquecer,
e o suor da ressaca é acalmado pelo nascer do sol


agora à noite, espetas-te num arame
que prendes ao candeeiro do quarto...
para não caires sequer no pensamento,
(daquele quadro sem moldura)
antes de adormeceres.

só que o arame não te impede de sonhar

Friday, July 28, 2006

Damn you

...

e foda-se este devaneio que faz parecer isto tudo uma narrativa sem poesia
merda estética e conteúdo de nada...
e tu também, desconhecido, que nem sei bem o que causas para além de me tirares a língua e prenderes o cérebro...


fode-te porque não sei se preferia o nada







(grito)


isto foi fingido, desta vez não me soube a berro, a liberdade...até ela me liga a ti
vejo-te em cada esquina, por vezes estás lá, por vezes é uma sombra, mas és tu na mesma
e eu não sei se gosto, mas não consigo não querer que sejas tu

.